Operação Lava Jato

“É um desânimo ver que quem faz o certo nesse país é punido de certa forma”, diz procurador sobre a saída de Dallagnol da Lava Jato


O procurador Cristiano Pimentel falou em entrevista ao Passando a Limpo sobre a saída de Deltan Dallagnol da Operação Lava Jato; O agora ex-coordenador da operação saiu por problemas familiares

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 02/09/2020 às 10:51
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Em entrevista ao Passando a Limpo desta quarta-feira (2), o procurador do Ministério Público de Contas de Pernambuco Cristiano Pimentel falou sobre o desânimo dos procuradores com a saída de Deltan Dallagnol da Operação Lava Jato. “É um desânimo ver que quem faz o certo nesse país é punido dessa forma”, disse Pimentel.

O agora ex-coordenador da operação saiu com a justificativa de ser por assuntos familiares. Segundo ele, sua filha de 1 ano e 10 meses está passando por problemas no desenvolvimento.

“Foi um motivo de família: a saúde da filha. O procurador Deltan foi bem detalhista no que sua filha está passando. É um sintoma que muitos pais já sabem e que realmente desperta cuidados, então realmente foi um motivo muito justificado. Mas o que nos impressiona é que ele realmente está saindo em um momento de muitos bombardeios. Ele e a operação sofreu muitos retaliações de políticos poderosos, grandes escritórios de advocacia e até do Supremo Tribunal Federal. É lógico que não deixa de dar um desânimo, não só aos procuradores membros do Ministério Público, mas a toda categoria de servidores públicos do país. Já que aqueles que querem fazer bem são perseguidos no campo pessoal como Deltan. Então, é um desânimo de ver que quem faz o certo nesse país é punido de certa forma”, desabafou.

Novo responsável

O procurador também comentou sobre o andamento da Operação Lava Jato com o novo responsável, Alessandro Oliveira.

“Não conhecia o doutor Alessandro Oliveira, mas soube ontem que ele é um dos procuradores mais antigos do Ministério Público Federal de Curitiba. Ele foi policial militar, sempre teve interesse nesses estudos sobre a criminalidade e direito penal. É lógico que ninguém é insubstituível. Então a expectativa é que os trabalhos continuem. Lógico que há uma mudança de estilo na condição das coisas com a mudança do coordenador”, esclareceu.

Confira a entrevista na íntegra:


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