CRIMES CIBERNÉTICOS

Homem é preso por estupro virtual, violação sexual mediante fraude, extorsão e falsa identidade


O suspeito atraía as vítimas usando perfis falsos nas redes sociais e obrigava as mulheres a praticarem o estupro virtual

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 03/09/2020 às 13:54
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A Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira um homem de 27 anos investigado há um ano pelos crimes de estupro virtual, violação sexual mediante fraude, extorsão e falsa identidade. Cinco mulheres procuraram a polícia, mas esse número pode ser bem maior. Segundo as investigações, o número de vítimas pode ser de mais de 40.

O delegado da Delegacia de Crimes Cibernéticos, Eronildes Menezes, dá detalhes das investigações. “Tivemos muita dificuldade porque ele apagava os perfis, as contas, mesmo assim persistimos. À medida do tempo, outras vítimas foram surgindo. Quando conseguimos identificar a internet dele representamos pela busca e apreensão para ter uma maior cautela, colher mais provas e verificar realmente quem estava utilizando essa internet. Quando chegamos lá, encontramos o computador e o celular dele infestados de material das vítimas. São vídeos, fotos, são realmente centenas de imagens. Vimos que são mulheres diferentes inclusive das que inicialmente nos procuraram, explicou.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta quarta-feira (2) e não era o titular da internet que estava realizando o crime. “Representei imediatamente pela prisão preventiva (...) e hoje de manhã ela foi efetuada”, contou o delegado.

Falso concurso

Segundo Eronildo Menezes, o suspeito convidava as vítimas a participarem de um falso concurso e após conseguir as fotos iniciava a extorsão. "Inicialmente ele criava perfis falsos. Seja de artistas famosos ou então de rede que promovia shows e também perfis de outras mulheres para se passar por elas e convencer as outras. Ele observava quem seguia aqueles perfis, entrava em contatos e via se eram da mesma cidade. Tem vítimas provavelmente de todo o Brasil. Ele convencia elas a participar de um concurso chamado ‘Fazer Loucuras’ para ganhar ingressos, celulares ou ate mesmo motocicletas. Ele pedia para que elas enviassem uma foto sem roupa e daí começava realmente o crime que era pedir para elas praticarem sexo com outras pessoas. Ele chegou a praticar, inclusive, sexo. Ele mesmo compareceu se passando por vítima, enganando uma delas”, detalhou o delegado.


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