Presidente do Sinepe-PE defende que é “hipocrisia” liberar praias e não retomar aulas presenciais

José Ricardo acredita que, se fosse para “salvar vidas”, deveriam fechar locais de lazer que estão abertos e não apenas as escolas

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Presidente do Sinepe-PE defende que é “hipocrisia” liberar praias e não retomar aulas presenciais

Segundo o professor, é uma hipocrisia que as escolas estejam fechadas, mas locais de lazer não. - Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Em entrevista ao Passando a Limpo desta quarta-feira (9), o professor e presidente do Sindicato das Escolas Privadas de Pernambuco, José Ricardo Diniz, falou sobre o protesto feito por representantes dessas instituições particulares, na última quinta-feira (3), no Campos das Princesas, no bairro de Santo Antônio, em Recife, para retomada das aulas presenciais. Ele mencionou as grandes aglomerações e movimentações nas praias pernambucanas no feriado de 7 de setembro, na última segunda-feira. Segundo ele, é uma hipocrisia que as escolas estejam fechadas, mas locais de lazer não.

“Durante a manifestação, fomos recebidos no palácio e lá colocamos os nossos argumentos. Diante do que vem acontecendo, eles só fazem ser reforçados. Darei um exemplo muito simples: o absurdo que foi o feriado. Ali há uma aglomeração absurda de crianças, adultos, idosos.. Os parques e os bares também abertos. Mas o problema são as escolas e eventos acima de 100 pessoas. Você começa a perceber que é uma questão política muito forte e nós não vamos aceitar isso de braços cruzados”, esbravejou José Ricardo.

Segundo ele, se a justificativa de “preservar vidas” fosse válida, seria preciso novamente um lockdown no Estado. “Sempre que se aproxima a data de comunicação do comitê, começam a vincular notícias que as escolas fechadas preservam vidas. É muita hipocrisia porque se fosse para preservar vidas, seria preciso fazer novamente um lockdown”, completou.

Retomada

Na entrevista, o professor também explicou como o Sindicato prevê a retomada das aulas.

“Queremos desvincular a data de retorno das escolas particulares, atender a questão da gradação e da progressividade no retorno. Com isso, garantimos o direito líquido e certo daquelas famílias que querem ou precisam levar seus filhos para o ambiente físico e mantém, ao mesmo tempo, um outro sistema remoto. Então, todos os públicos seriam atendidos, dentro de protocolos e regras de segurança. Aquelas escolas que estivessem prontas iriam retornar dentro de um cronograma”.

 O presidente ainda lembrou que outros estados do país tiveram a retomada do ensino e disse que, quem está sendo prejudicado com a suspensão e atraso na educação, são os estudantes.

Confira a entrevista na íntegra: 

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