Setembro Amarelo

“Muitas pessoas dão sinais, por isso é importante ficar atento ao nosso redor”, orienta psicólogo sobre o suicídio


O Debate da Super Manhã trouxe a temática do “Setembro Amarelo” e debateu dados sobre o assunto; confira

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 23/09/2020 às 12:51
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No Debate da Super Manhã, desta quarta-feira (23), Geraldo Freire, o Comunicador da Maioria, conversou sobre o "Setembro Amarelo", mês dedicado à luta contra o suicídio. O tema foi aborado pelo psiquiatra Evaldo Melo, o membro do grupamento de bombeiros de salvamento, especialista em salvamento em altura e resgate suicida, Capitão Antônio Barbalho, e o pastor e psicólogo Pastor Eufrázio Araújo. Na ocasião, foi destacado que os jovens entre 15 e 29 anos são os mais propícios a cometerem suicídio, assim como população acima de 65 anos.

De acordo com o site da campanha, são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo. Uma infeliz realidade que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Ainda de acordo com o site da campanha, cerca de 96,8% dos casos de suicídio estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

O psiquiatra Evaldo Melo comentou sobre os dados de suicídio ao redor do mundo.

“Desses mais de um milhão de pessoas que cometem suicídio todos os anos no mundo, 7 e 10 pessoas da família vão sofrer esse impacto no resto da vida, então nos estamos falando de um problema sério de saúde publica. Outro dado, 80% das pessoas que se matam poderiam não realizar o ato se tivessem oportunidade de conversar com alguém e refletir”, relatou.

Ainda de acordo com dados trazidos pelo psiquiatra, os homens se matam mais do que as mulheres. Embora o sexo feminino tente se matar mais do que o sexo masculino.

O psicólogo e pastor Eufrázio Araujo alertou que muitas pessoas dão sinais que estão passando por dificuldades e é preciso estar atentos aos que estão ao redor.

“Nem sempre aquilo que a pessoa demonstra na sociedade é aquilo que ela estava vivendo na interioridade. Às vezes ela está vivendo crises imensas e está atuando socialmente muito bem. O suicida quer matar o problema que lhe angústia, que ele não conseguiu resolver pelos caminhos que tinha. Essa pessoa não teve uma rede de ajuda necessária ou nem buscou, mas ela deu sinais no espaço familiar, nas conversas com amigos, ela falou de situações angustiantes da existência. A pessoa dá sinais”, explicou.

Profissionais de saúde mental

O psicólogo também relatou que existem dados que apontam que muitos profissionais de saúde mental tiram suas vidas.

“Infelizmente nós temos também dados de profissionais das áreas mais diversas, e pessoas bem sucedidas aparentemente, inclusive na área de cuidar de pessoas, com a saúde mental ou espiritual”, contou.

Ouça o podcast do Debate da Super Manha desta quarta (23):

CVV

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem e precisam conversar. O serviço garante total sigilo e atende 24 horas todos os dias.

Você pode entrar em contato com o CVV pelo site www.cvv.org.br ou pelo telefone 188.


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