A gente quer uma fiscalização de educação e não de punição, diz empresária do setor de eventos

Governo de Pernambuco liberou a volta dos eventos culturais e sociais a partir da próxima segunda-feira (28)

PANDEMIA
A gente quer uma fiscalização de educação e não de punição, diz empresária do setor de eventos

Eventos culturais e sociais voltam no dia 28 de setembro - Foto: Reprodução/Pixabay

A empresária Ana Paula Góes, que é integrante do Comitê União dos Profissionais de Eventos, comemora a liberação das atividades do setor, mas pede que a fiscalização seja feita com intuito de educar e não de punir os organizadores. A reabertura de eventos sociais - casamentos, batizados e aniversários - e culturais - cinemas, teatros, apresentações e similares - acontecerá nos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR), Zonas da Mata Sul e Norte e parte do Agreste, incluindo Caruaru, a partir da próxima segunda-feira (28).   

“A gente tem os protocolos, não são regras fáceis, mas a gente está com muita disposição para executá-los. O que a gente pede às autoridades é que a fiscalização seja de orientação e educação. Como é algo novo para eles, para gente também é. A gente quer uma fiscalização de educação e não de punição, porque nós já fomos muito punidos. Foram quase sete meses de punição”, comentou a empresária se referindo ao período em que o setor ficou proibido de funcionar por conta da pandemia do novo coronavírus.

Apesar da liberação, a quantidade de pessoas será limitada a 100 tanto nos cinemas quanto nos eventos ou a 30% da capacidade do local (dando preferência ao número menor). O horário de funcionamento será de 6h às 0h. O protocolo com as medidas sanitárias para a realização desses eventos, no entanto, só deve ser divulgado até esta sexta-feira (25).

Prejuízos 

A empresária comenta as perdas causadas pela pandemia. “Algumas casas fecharam antes da pandemia e existem as casas que fecharam na pandemia. Mas tem coisas até mais graves. O pessoal que trabalha com som vender todo seu equipamento. O DJ vender tudo que ele tinha”, contou.

No entanto, ela acredita que o prejuízo psicológico foi maior do que o financeiro. “Eu acho que o prejuízo maior que a gente teve foi psicológico. A gente passou por momentos muito difíceis. Nós do Comitê também. As pessoas nos procurando para ajuda de cesta básica. Essas coisas me torturavam muito e eu ficava muito mal. Essa parte psicológica não tem valor monetário. O tempo para o dinheiro a gente consegue resgatar”, explicou.

Segundo ela, apesar das dificuldades, o momento também trouxe pontos positivos. “Nos trouxe a coisa da formalidade, a necessidade dela para mostrar ao governo que somos muitos. A gente não conseguia mostrar como somos fortes. A gente só existia para pagar imposto ou fazer festa. A gente acordou para ter uma associação, para ser orientado nesse sentido e para que o setor se organizasse”, comentou.

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