Polícias erradicam 367 mil pés de maconha no Sertão de Pernambuco

Caso os 367 mil pés fossem colhidos, prensados e colocados no mercado daria para se produzir aproximadamente 122 toneladas de maconha

OPERAÇÃO CONJUNTA
Polícias erradicam 367 mil pés de maconha no Sertão de Pernambuco

Duas pessoas foram presas - Foto: Divulgação/ Polícia Federal

Uma operação conjunta da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Pernambuco e da Paraíba conseguiu erradicar, entre os dias 15 e 29 de setembro, 367 mil pés de maconha, apreender 156 kg da droga pronta para consumo, destruir 137 plantios, além de 20 kg de sementes. Os plantios foram localizados pela Operação Muçambê IV em algumas ilhas dos Rio São Francisco, na Região de Orocó, Cabrobó, Carnaubeira da Penha, Floresta e Belém do São Francisco, no Sertão pernambucano.

Caso os 367 mil pés fossem colhidos, prensados e colocados no mercado consumidor daria para se produzir aproximadamente 122 toneladas de maconha. Giovani Santoro, assessor de comunicação da Polícia Federal, fala sobre a ação. “Foi uma quantidade enorme que deixou de abastecer o mercado daqui de Pernambuco e do Nordeste”, disse. “Quando ações como essa acontecem há também a diminuição da violência em nosso Estado, porque o tráfico de drogas traz outras ocorrências criminosas como roubo, assaltos, furtos, homicídios, guerra entre gangues para domínio de território da droga, e quando a droga não chega nesse local há a tendência natural da violência diminuir”, completou.

Segundo o assessor, duas pessoas foram presas por tráfico de drogas e as penas podem chegar até 15 anos de reclusão.

Droga vinda do Paraguai

De acordo com o assessor, boa parte da maconha apreendida em Pernambuco é vinda do Paraguai, o que comprova a eficácia das ações locais de enfrentamento ao tráfico de drogas. “Se os traficantes testão tendo que buscar a droga no Paraguaia é sinal que essas ações consecutivas pelas forças de segurança pública mais a Polícia Federal estão surtindo efeito. Se não fosse assim, eles não teriam que ir buscar a maconha no Paraguai”, disse.

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