Polícia Federal realiza prisões no Recife por tráfico de ecstasy e anabolizantes

O material veio de outros estados do Brasil

TRáFICO DE DROGAS
Polícia Federal realiza prisões no Recife por tráfico de ecstasy e anabolizantes

“Quando passa o efeito ela pode provocar sérios transtornos psicológicos, surtos psicóticos, depressão, ansiedade e também pode causar ataque cardíaco”, alertou Giovani. - Foto: Reprodução/Internet

A Polícia Federal divulgou na manhã desta segunda-feira (5) a realização de duas prisões por apreensão de ecstasy e anabolizantes. A droga veio de outros estados do País e seria entregue em bairros do Recife. As prisões aconteceram nos dias 30 de setembro e 1º de outubro graças a uma ação conjunta da Receita Federal, Correios e Secretaria da Fazenda.

Giovani Santoro, chefe de comunicação da PF, contou como ocorreu o desenrolar das primeira operação.

“No dia 30 de setembro, a Polícia Federal, utilizando cães farejadores, encontrou uma mercadoria suspeita que tinha passado no aparelho de raio X. Ao abrir, encontramos 400 comprimidos de ecstasy”, disse.

“Só que, na entrega controlada, esperamos os Correios entregarem a mercadoria para o destinatário. Ela veio do Guarujá, em São Paulo, e ia ser entregue no Janga [Paulista]. Mas no pacote não estava o [nome do] destinatário e sim do tio dele. Nós nos dirigimos até lá, e ele confessou que realmente a mercadoria era dele e foi preso em flagrante por tráfico de drogas” acrescentou Giovani.

Sobre a segunda operação, que ocorreu no dia 1º de outubro, Giovani falou que, além de terem sidos encontrados comprimidos de ecstasy, desta vez também foram achados anabolizantes.

“A Polícia Federal, também usando cães farejadores, encontrou mais uma quantidade de ecstasy, cerca de 200 compridos e 160 caixas de anabolizantes, um material controlado e não permitido no Brasil”, relatou.

Origem da droga 

Segundo Giovani, a primeira droga veio de São Paulo e ia ser entregue no bairro do Janga. Já a segunda, que foi apreendida pela Receita Federal, veio do Rio Grande do Norte e ia ser entregue no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. 

Detidos

O chefe de comunicação explicou que apenas foram detidos os suspeitos de envolvimento na primeira operação. Os da segunda seguem sendo investigados.

“Na primeira operação, conseguimos fazer a prisão deste suspeito, já a segunda apreendemos todo o material e vamos prosseguir as investigações para identificar o destinatário e o remetente.” 

Giovani falou sobre as prisões que já foram feitas. 

“O preso passou por audiência de custódia, foi confirmado a prisão preventiva dele. Lembrando que ele não deu detalhes da pessoa que mandou essa droga para ele mas disse que estava usando esse endereço para ganhar R$ 200. Mas as investigações da PF apontam que o material é de um detento que está cumprindo pena aqui em nosso sistema prisional e já foi preso por tráfico de droga sintética” confirmou.

Ecstasy 

O chefe de comunicação ainda fez um alarme para os perigos da droga apreendida: o ecstasy.

“O ecstasy é uma droga sintética. Ela foi criada em princípio para ser um inibidor de apetite, mas nunca foi usada para tal fim. Começou a ser usada no ciclo universitário dos estudantes. Essa droga, além de ter um potencial de fazer com que a pessoa não tenha sono, sede, apetite para aguentar altas horas de exposição nessas festa raves, quando passa o efeito ela pode provocar sérios transtornos psicológicos, surtos psicóticos, depressão, ansiedade e também pode causar ataque cardíaco”, alertou.

Ouça a reportagem de Mônica Ermírio:

 

 

 

 

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