"Sentença de morte", diz Sinpro PE sobre retorno total das aulas presenciais na rede privada

A categoria também critica a postura do governador Paulo Câmara na condução da retomada das aulas presenciais no estado de Pernambuco

VOLTA ÀS AULAS

O Governo do Estado liberou as aulas presenciais do ensino fundamental e da educação infantil na rede privada a partir de 10 de novembro - Foto: Brenda Alcântara/JC Imagem

Em nota divulgada nesta sexta-feira (30) o Sindicato dos Professores de Pernambuco (Sinpro-PE) alegou ter recebido com surpresa o relato da manifestação realizada por pais de alunos e donos de escolas particulares, nesta quinta-feira (29), que pressionavam o Governo do Estado pelo retorno das aulas presenciais para educação infantil e ensino fundamental nas unidades de ensino da rede privada. A categoria chega a considerar o protesto como um absurdo.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Sinpro Pernambuco clicando aqui.

O documento divulgado pelo sindicato critica ainda a postura do governador Paulo Câmara que, segundo eles, com a “intenção de atender os interesses dos empresários (...) autorizou o retorno das aulas presenciais nas instituições de ensino privado. Um verdadeiro equívoco e desrespeito à vida e ao povo pernambucano”, diz trecho da nota.

Riscos de contágio

A categoria defende que o retorno das atividades presenciais com os alunos do ensino médio, no mês de outubro, foi suficiente para evidenciar o risco e a possibilidade de contágio nas unidades de ensino, uma vez que alunos de instituições da capital pernambucana testaram positivo para a covid-19. “(...) se com o retorno das aulas presenciais para o ensino médio, já percebemos evidências de contágios da Covid-19, mesmo diante de tamanhos protocolos e cuidados, imaginem agora, como ficará no mês de novembro, que as escolas voltarão com todo seu público? Um risco que foi ignorado, em virtude da pressão econômica”, destaca outro trecho.

Providências

Por meio da nota, o Sinpro Pernambuco diz ainda que “(...) tomará as devidas providências, a fim de garantir o direito e a integridade dos professores e professoras em todo estado de Pernambuco. Dizemos NÃO a essa sentença de morte decretada ao povo pernambucano pelos empresários, e chancelada pelo governador Paulo Câmara”, finaliza o texto.

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