CORRIDA ELEITORAL

Antonio Lavareda fala sobre a reta final das eleições nos Estados Unidos


Quadro Corrida Eleitoral foi ao ar nesta terça-feira (3)

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 03/11/2020 às 9:50
Reprodução/Rádio Jornal
FOTO: Reprodução/Rádio Jornal
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Nesta terça-feira (3), no quadro Corrida Eleitoral da Rádio Jornal, o cientista político Antonio Lavareda conversou com Geraldo Freire, o Comunicador da Maioria, sobre a reta final das eleições presidenciais dos Estados Unidos. Segundo ele, as eleições deste ano têm uma relevância maior que usualmente.

“Essa importância da eleição americana sempre existiu, por conta da influência econômica, geopolítica, por conta daquela potência mundial. Primeira potência mundial, predominou praticamente sozinha após a Guerra Fria e hoje tem uma competição econômica, sobretudo com a China. Mas, na eleição deste ano, além da importância tradicional, se junta à continuidade ou não do governo Trump. O presidente Trump é hoje um líder internacionalmente rejeitado pela maioria da população, da maioria dos países, por conta obviamente de posturas dele de suas atitudes, confrontos com outros líderes mundiais e de rejeição à continuidade da participação norte americana em fóruns multilaterais”, explicou.

Lavareda ainda comentou sobre as pesquisas que preveem o resultado das eleições.

“Historicamente, essas previsões têm valido, têm sido confirmadas nas urnas. Ocorre que as eleições de 2016 causou uma grande estupefação, e a credibilidade das pesquisas saiu bastante abalada pela eleição daquele ano, quando a candidata Hilary Clinton, democrata, era apontada por todos os institutos e sites de prognósticos como a certamente vitoriosa e terminou sendo de fato no voto popular, mas perdendo para as peculiaridades daquele sistema eleitoral que privilegia as maiorias obtidas em cada estado e confere então ao colégio eleitoral os votos daquele estado como um todo, a despeito dessas maiorias eventualmente serem ínfimas, mas todos os votos vão para o candidato que se sagrou vitorioso naquele estado. As pesquisas nesse período agora mais recente procuraram refinar sua metodologia”, contou.

“Os institutos sabem que este ano os Estados Unidos, os cidadãos e o mundo como um todo estão de olho naquela eleição, então praticamente a cabeça dos institutos está a prêmio. E, se houver mais uma falha, isso vai repercutir na credibilidade das pesquisas não só lá mas no mundo todo“, acrescentou Lavareda.

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