JUSTIÇA

Caso Miguel: após críticas, Sérgio Hacker diz que convocar padre Arlindo como testemunha foi 'equívoco'


Audiência sobre a morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos, acontece no dia 3 de dezembro

Com informação do Ronda JC
Com informação do Ronda JC
Publicado em 06/11/2020 às 16:49
Bobby Fabisak/JC Imagem
FOTO: Bobby Fabisak/JC Imagem
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O prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), marido de Sarí Corte Real, pediu desculpas ao pároco da Igreja de Tamandaré, o padre Arlindo Matos, e disse que a convocação para que ele compusesse a lista de testemunhas de defesa foi um "equívoco". A audiência sobre a morte de Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, ocorre no dia 3 de dezembro.

A informação havia sido revelada pela coluna Ronda JC, nessa quinta-feira (05), A reportagem informou que o padre Arlindo seria uma das oito testemunhas de defesa convocadas pelos advogados de Sarí Corte Real, que responde pelo crime de abandono de incapaz com resultado morte. A informação foi confirmada pelo advogado Pedro Avelino, responsável pela defesa da primeira-dama de Tamandaré.

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Em entrevista à coluna, o religioso se mostrou surpreso com a informação e disse que não tinha sido intimado ainda. Ele afirmou, nesta sexta-feira (06), que fez contato com Hacker e com os advogados e pediu que o nome dele não constasse como uma testemunha do caso.

No comunicado enviado na manhã desta sexta-feira, por meio de assessoria, Sérgio Hacker afirma que lamenta o “equívoco ocorrido em relação à convocação do Padre Arlindo como testemunha”. Diz ainda que “o mesmo não faz parte ou tem qualquer relação com o caso citado (Caso Miguel)”. “Desde já minhas desculpas ao padre Arlindo e gostaria de esclarecer que o nome do mesmo já está sendo retirado do processo em questão.”

Audiência

Sari Corte Real foi ouvido nesta segunda-feira
Sari Corte Real terá o direito de permanecer em silêncio
Yaci Ribeiro/ JC Imagem

A audiência do Caso Miguel será na 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital, no bairro da Boa Vista. Além das testemunhas de defesa, oito testemunhas de acusação, convocadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), entre elas o perito responsável pelo laudo que apontou que Miguel foi deixado sozinho no elevador e seguiu até o nono andar, onde subiu numa janela e acabou caindo, afastando a tese de que outra pessoa poderia estar na cena.

Somente após as 16 testemunhas serem ouvidas, Sarí Corte Real prestará depoimento. A ré terá o direito de ficar em silêncio. Por conta do número de pessoas a serem ouvidas, é possível que ocorra mais de uma audiência. Finalizada esta etapa, acusação e defesa vão apresentar as alegações finais. O prazo é de até dez dias a partir da notificação. Por fim, o juiz da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital dará a sentença. Se Sarí for condenada, a pena pode chegar a 12 anos de prisão.

Relembre o caso

De acordo com a perícia, quando caiu do 9º andar, Miguel estaria procurando pela mãe
Quando caiu do 9º andar, Miguel estava procurando pela mãe
Cortesia

O menino Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, morreu no dia 2 de junho, após cair do nono andar do Edifício Maurício de Nassau, no Bairro de São José, na área central do Recife. A criança estava sob os cuidados da ex-patroa da mãe dele, a esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, Sarí Gaspar Corte Real. Ela foi indiciada por abandono de incapaz com resultado de morte e aguarda julgamento em liberdade.

No momento da queda de Miguel, Mirtes Renata, mãe da criança, passeava com o cachorro de Sarí.


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