Pernambuco é o terceiro Estado mais desigual do Brasil, aponta IBGE

Extrema pobreza atingiu 1,2 milhão de pessoas em Pernambuco, em 2019; maior nível em oito anos

LEVANTAMENTO
Pernambuco é o terceiro Estado mais desigual do Brasil, aponta IBGE

O levantamento também revelou que 1,2 milhão de pernambucanos foram afetados pela extrema pobreza em 2019 - Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

Recife lidera o ranking das capitais brasileiras que mais sofrem com a desigualdade social e Pernambuco é o terceiro estado mais desigual do país, segundo apontou a Síntese de Indicadores Sociais 2020 divulgada, nesta quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, Pernambuco foi o terceiro estado com maior concentração de renda do Brasil, com 0,573, atrás apenas de Sergipe (0,580) e Roraima (0,576).

O levantamento também revelou que 1,2 milhão de pernambucanos foram afetados pela extrema pobreza em 2019. Esse é o maior patamar desde 2012 e o dobro da média nacional que é de 6,5%. 

A gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, fala sobre os números. "A região Nordeste, historicamente, já tem uma situação de concentração de renda e dificuldades nessa distribuição da riqueza. Nesse ano de 2019, o Recife alcançou o maior nível dos últimos anos e entre as capitais", comentou. 

Fernanda Estelita explica o conceito de extrema pobreza. "A extrema pobreza é um conceito internacional, desenvolvido pelo Banco Mundial, diz que uma pessoa em extrema pobreza vive com menos de 1,9 dólares por dia. Ou seja, equivalente a R$ 151 mensal, atualmente. Iniecialmente, falta alimento porque a quantidade de recurso não é suficiente para uma alimentação saudável. Falta saúde, educação, saneamento básico, moradia. São problemas que vão se acumulando na situação de extrema pobreza", caracterizou. 

Pandemia 

Segundo Estelita, ainda não é possível avaliar se a pandemia da covid-19 piorou a situação da pobreza. "O que a gente tem visto é que houve realmente um aumento do desemprego, um aumento das dificuldades da família, mas, em contrapartida, o auxílio emergencial deu um fôlego extra pra essas famílias. A gente ainda não tem como dizer se isso deve se agravar mais ou pode ser amenizado. O que a gente tem são esses dois movimentos", disse. 

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