PANDEMIA

Spray desenvolvido pela Unicamp inativa coronavírus em um minuto


O produto cria uma espécie de película ultra fina capaz de proteger máscaras de algodão por até 48h contra o novo coronavírus

Yuri Nery
Yuri Nery
Publicado em 19/11/2020 às 15:52
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Pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) desenvolveram um spray capaz de inativar o novo coronavírus e proteger máscaras por até 48h. Ao ser aplicado sob as máscaras de algodão, o SprayCov forma uma espécie de barreira de proteção que inativa o coronavírus em apenas um minuto. A professora titular da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp e fundadora do Laboratório de Engenharia e Química de Produtos (Lequip), Marisa Beppu, explica que o produto cria uma camada ultra fina nos equipamentos de proteção individual.

“Essa tecnologia foi desenvolvida para através desse spray formar uma barreira de proteção, uma espécie de película ultra fina que vai ali permanecer com a possibilidade de inativar o vírus durante muito tempo”, disse.

Força-tarefa contra o coronavírus

O produto que age como uma barreira de proteção contra o novo coronavírus em máscaras, é resultado de esforços de estudantes, pesquisadores e professores de diferentes áreas da ciência. Uma verdadeira força tarefa que foi iniciada no mês de março, quando a pandemia da covid-19 chegou efetivamente no Brasil, como detalha a engenheira química.

“Nós fizemos uma força-tarefa com vários grupos de pesquisa. Desde a área de biologia, áreas tecnológicas, das engenharias tem se empenhado em achar soluções e ajudar resolver os problemas da população ao redor dessa pandemia (...) e a nossa forma de contribuição mais imediata foi de direcionar esse conhecimento que nós já tínhamos, só que agora para combater o coronavírus”, comentou.

Comercialização

Para que o produto chegue ao mercado e seja disponibilizado para a população, a pesquisadora afirma é necessário suporte por meio de parcerias que permitam a produção do spray em larga escala.

“Nós estamos aqui em uma universidade, temos a ciência, temos a possibilidade de elaborar essas novas tecnologias. Mas nós dependemos, para essa tecnologia beneficiar a população, de um parceiro que tenha a capacidade de produção disso em larga escala (...) e fazer com que esse produto chegue o mais rápido possível na população”, destacou.


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