Ex-superintendente do Procon de Pernambuco fala sobre o reajuste dos planos de saúde

Situação que vem ocorrendo com reajuste dos planos tem preocupado usuários; entenda

PLANOS DE SAúDE
Ex-superintendente do Procon de Pernambuco fala sobre o reajuste dos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) resolveu suspender todos os índices de reajuste dos últimos quatro meses de 2020.  - Foto: Arquivo/ABr

Em entrevista ao Passando a Limpo desta terça-feira (1) o ex-superintendente do Procon de Pernambuco que atualmente trabalha no Procon de Jaboatão dos Guararapes falou sobre o reajustes que vem ocorrendo nos planos de saúde. A situação tem preocupado usuários.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) resolveu suspender todos os índices de reajuste dos últimos quatro meses de 2020.  A agência definiu que o reajuste suspenso em 2020, será parcelado em 12 meses, a partir do início do ano que vem.

“A preocupação é grande. Nós sabemos que, historicamente a ANS nunca se meteu nos planos coletivos, porque se dizia incapaz juridicamente para isso. E, agora, ela resolve suspender todos os índices de todos os planos de saúde nos últimos quatro meses ainda desse ano. Então, o reajuste suspenso em 2020 será parcelado em 12 parcelas a partir do início do ano que vem. Mas as regras para esse pagamento em 2021 ainda não foram definidas, o que é preocupante, principalmente se levarmos em consideração essa tendência que tem o atual governo de fortalecimento das empresas, esquecendo e muito dos consumidores”, disse.

“Essa falta de informação da ANS é muito preocupante até mesmo a situação em que vive hoje os brasileiros em razão da pandemia, muita gente desempregada. Conheço casos e mais casos de pessoas que estão tentando manter o plano, pessoas que perderam muito da renda familiar. Vi muitos pais de família abrirem mãos de seus planos de saúde e deixar somente o dos filhos. É muito preocupante porque a partir de janeiro esse saldo retroativo vai poder acumular com reajuste de 2021, que somado a despesa pode onerar bastante ainda mais o orçamento do consumidor que grande parte já teve a renda familiar diminuída”, acrescentou Rangel.

Quando questionado sobre se caso o consumidor não concorde e não possa pagar o valor, querendo romper o contrato, teria alguma obrigação perante o plano de saúde, José respondeu que não.

“Teria obrigação com o ano de 2020 sim, 2021 não, relativo aos meses que foi utilizado o plano de saúde, ele pode mais tarde vir a cobrar do consumidor. Mas as regras ainda não foram definidas”, falou.

Confira a entrevista na íntegra: 

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