Prejuízo

Diretor da CDL reclama que greve dos rodoviários atrapalhou o comércio natalino


Fred Leal falou em entrevista ao Passando a Limpo como a greve tem afetado o setor; segundo ele o comércio já vinha em baixa devido ao aumento de casos da covid-19

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 23/12/2020 às 10:49
Felipe Ribeiro/JC Imagem
FOTO: Felipe Ribeiro/JC Imagem
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Em entrevista ao Passando a Limpo desta quarta-feira (23), o dirigente lojista, diretor executivo da Câmera dos Dirigentes Lojistas (CDL), falou sobre como a greve dos rodoviários que começou nessa terça (22), tem afetado o setor de comércio nessa época natalina.

A greve que foi motivada devido as empresas de ônibus optarem pela dupla função, que fazem com que condutores de ônibus realizem a função de motorista e cobradores, era bastante temida pelo setor comercial.

“A situação não está normal. Tínhamos uma esperança que esta greve não viria, porque é a primeira vez que se faz uma greve dos dias 22,23,24 de dezembro, e realmente o prejuízo é muito grande, não só para o comércio, mas, todo o setor de serviços que fica impedido de locomoção e mobilidade. Realmente o prejuízo é alto, não sabemos ainda em termos percentuais”, contou Fred.

Segundo o diretor executido da CDL, o mês de dezembro já não estava sendo fácil para o setor, e agora com a greve a situação piorou de vez.

“O mês já não vinha muito bem por conta do aumento de casos da pandemia, bares, restaurantes, eventos fechados, isso realmente traz uma perda muito grande para o setor porque a movimentação no fim caí para o comércio, é a festa, o evento. E agora mais essa greve. Realmente é lamentável que os poderes públicos, trabalhadores, não tenham chegado a um acordo. Eu diria que pelo menos uma perda do que estávamos esperando de 20%, mas isso é apenas uma previsão”, afirmou.

Fluxo de pessoas

Fred relatou que o fluxo de pessoas diminui nos centros de compras do Grande Recife. Isso porque a uma grande parte das pessoas usam de transporte público.

“Falei com o pessoal do centro, e eles estão sentindo a perda de fluxo, que é fundamental. Para se ter uma ideia, o pessoal que vem ao centro, vem de 60%/70% de transporte coletivo, e isso realmente prejudica muito. Nos shoppings também está complicado, até para a movimentação dos próprios funcionários. O prejuízo é grande”, reforçou.

Confira a entrevista na íntegra:


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