Vamos ter de nos endividar mais ainda, diz economista sobre pagamento de auxílio emergencial em 2021

Economista Sérgio Buarque foi entrevistado no Passando a Limpo sobre a continuidade no pagamento do auxílio emergencial

AUXILIO EMERGENCIAL
Vamos ter de nos endividar mais ainda, diz economista sobre pagamento de auxílio emergencial em 2021

Longa fila na agência da Caixa Econômica Federal no Aeroporto do Recife para saque do auxílio emergencial - Foto: Welington Lima/JC Imagem

O debate está na mesa. O Brasil tem condições de continuar pagamento o auxílio emergencial por mais alguns meses para trabalhadores informais atingidos pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Nesta segunda-feira (25) o Passando a Limpo entrevistou o economista Sérgio Buarque sobre este assunto. 

Na avaliação de Buarque, o país já não tinha condições de fazer o pagamento do auxilio na proporção que se deu em 2020. No entanto, o  especialista acredita que o pagamento é necessário para a população. 

“A gente já não tinha como fazer o auxílio emergencial na escala como foi feito no ano passado. O estado brasileiro já estava falido. Tanto é que foi aprovada uma situação emergencial para poder gastar, porque a questão era calamitosa. Estávamos numa calamidade que levou o Estado a se endividar fortemente para cobrir o déficit de quase 800 bilhões de reais”, lembrou Sérgio Buarque.  

Ainda de acordo com o economista, os primeiros meses de 2021 lembram o cenário enfrentado em 2020. “Nós vamos ter neste primeiro semestre uma situação de calamidade semelhante. Estamos mais apertados do ponto de vista fiscal, mas não podemos deixar a alternativa de soltar a economia e com isso gerar uma explosão maior ainda da calamidade nos termos sanitários. Vamos ter de nos endividar mais ainda”, afirmou.  

“Quando a família não tem dinheiro e precisa gastar, se endivida. A união pode se endividar. têm riscos? Tem. Agora, diante da calamidade emergencial que nós temos agora neste primeiro semestre, só tem uma alternativa que é se endividar mais”, comentou. 

Confira a entrevista na íntegra:

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