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Vamos ter de nos endividar mais ainda, diz economista sobre pagamento de auxílio emergencial em 2021


Economista Sérgio Buarque foi entrevistado no Passando a Limpo sobre a continuidade no pagamento do auxílio emergencial

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 25/01/2021 às 12:31
Welington Lima/JC Imagem
FOTO: Welington Lima/JC Imagem
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O debate está na mesa. O Brasil tem condições de continuar pagamento o auxílio emergencial por mais alguns meses para trabalhadores informais atingidos pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Nesta segunda-feira (25) o Passando a Limpo entrevistou o economista Sérgio Buarque sobre este assunto.

Na avaliação de Buarque, o país já não tinha condições de fazer o pagamento do auxilio na proporção que se deu em 2020. No entanto, o especialista acredita que o pagamento é necessário para a população.

“A gente já não tinha como fazer o auxílio emergencial na escala como foi feito no ano passado. O estado brasileiro já estava falido. Tanto é que foi aprovada uma situação emergencial para poder gastar, porque a questão era calamitosa. Estávamos numa calamidade que levou o Estado a se endividar fortemente para cobrir o déficit de quase 800 bilhões de reais”, lembrou Sérgio Buarque.

Ainda de acordo com o economista, os primeiros meses de 2021 lembram o cenário enfrentado em 2020. “Nós vamos ter neste primeiro semestre uma situação de calamidade semelhante. Estamos mais apertados do ponto de vista fiscal, mas não podemos deixar a alternativa de soltar a economia e com isso gerar uma explosão maior ainda da calamidade nos termos sanitários. Vamos ter de nos endividar mais ainda”, afirmou.

“Quando a família não tem dinheiro e precisa gastar, se endivida. A união pode se endividar. têm riscos? Tem. Agora, diante da calamidade emergencial que nós temos agora neste primeiro semestre, só tem uma alternativa que é se endividar mais”, comentou.

Confira a entrevista na íntegra:


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