CONDIÇÃO RARA

Bezerro nasce com duas faces em Surubim, no Agreste de Pernambuco; veja vídeo


Pesquisadores da UFRPE visitaram o bezerro com duplicação craniofacial nesta segunda-feira (8).

Gustavo Henrique Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 08/03/2021 às 15:10
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Nesta segunda-feira (08), a equipe do Laboratório de Diagnóstico Animal (LDA) da UFRPE visita uma propriedade rural em Surubim, onde nasceu um bezerro com duplicação craniofacial. Os pesquisadores do LDA pretendem definir um diagnóstico e dar orientação aos proprietários sobre como proceder com o animal.

O bezerro nasceu na última quinta-feira, em Surubim, agreste de Pernambuco, e atualmente está amamentando com a ajuda de uma mamadeira. A equipe do LDA recebeu as imagens e o relato dos proprietários e se disponibilizou em fazer uma visita técnica.

Ao que tudo indica, de acordo com o professor Fábio Mendonça, coordenador do LDA, o bezerro nasceu com uma alteração rara em bovinos chamada diprosopia (duplicação craniofacial). Trata-se de um grupo de malformações que é considerada uma variante incomum de gêmeos siameses.

Vídeo

“A incidência da diprosopia é maior nos bovinos em relação às outras espécies domésticas. Nos equinos e no homem, monstros duplos e gêmeos idênticos são extremamente incomuns. Enquanto nos ovinos, suínos, cães e gatos a condição não é rara de ser encontrada”, diz o pesquisador.

De acordo com Fábio Mendonça, os fatores que causam duplicidade embrionária ainda são objeto de estudo: gêmeos unidos (monstros duplos) e gêmeos idênticos parecem ter a mesma origem e resultam de alterações do zigoto.

“A causa de monstruosidades pode ser atribuída a defeitos nos genes das células germinativas ou a influências ambientais que agem no desenvolvimento do feto e a hereditariedade encontra-se frequentemente relacionada”, afirma Mendonça.

Diprosopia

Caso seja confirmado o diagnóstico de diprosopia, o professor Fábio Mendonça informa que o animal tende a ter um período de sobrevida curto. “O animal está bem por enquanto. Mas não há garantia que irá sobreviver muito tempo”, diz.


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