Pandemia do novo coronavírus

Espero que o novo ministro da Saúde tenha autonomia para ouvir a Ciência, diz secretário de Saúde de Pernambuco


Para André Longo, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem um bom currículo, mas precisa de autonomia para conduzir a crise sanitária

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 16/03/2021 às 9:19
Geraldo Magela/Agência Senado
FOTO: Geraldo Magela/Agência Senado
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O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, defendeu que o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tenha autonomia para conduzir a pandemia do novo coronavírus no Brasil com base na Ciência. Segundo o secretário, os últimos ministros da Saúde não tiveram essa possibilidade.

“Eu conheço bem o doutor Marcelo Queiroga, cardiologista, meu colega de especialidade. É uma pessoa que tem um currículo muito interessante. A gente espera que ele tenha autonomia necessária para ouvir a ciência. Infelizmente, o que tem ocorrido, nos últimos tempos, é que os ministros não têm autonomia para ouvir a ciência e isso tem dificultado o trabalho do Ministério da Saúde”, criticou Longo em entrevista a Geraldo Freire, na Rádio Jornal.

“Temos uma expectativa muito boa. Espero que ele tenha feito com o presidente as tratativas necessárias para conduzir o Brasil, no olhar para as medidas que precisam ser feitas neste momento”, acrescentou. Queiroga será o quarto ministro da Saúde, somente durante a pandemia do novo coronavírus.

Comitê de Crise

Na entrevista, André Longo também defendeu que se crie um Comitê de Crise com participação do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. “Seria facílimo de fazer e ajudaria o Brasil a sair dessa crise”, disse.

Quarentena em Pernambuco

O secretário também falou sobre a quarentena em Pernambuco. A partir da próxima quinta-feira (18) até o dia 28/03, atividades não essenciais não poderão abrir para o público. “Precisamos do apoio da população. Por favor, ao sair de casa, use máscara cobrindo boca e nariz, higienize as mãos e mantenha a distância”, suplicou. “A situação é muito difícil. Já há pessoas esperando por leito de UTI e poderemos ter pessoas próximas sofrendo por isso. Não apenas no serviço público, mas na rede privada também”, alertou o secretário.


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