Justiça

Caso Lula: Momento deplorável para o STF, diz senador Álvaro Dias, sobre julgamento de suspeição do ex-juiz Sérgio Moro


Na terça-feira (23), STF julgou que ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, era suspeito para julgar casos envolvendo o ex-presidente Lula

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 24/03/2021 às 9:54
Agência Brasil
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Em entrevista ao Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o senador Álvaro Dias (Podemos) criticou a decisão da segunda turma do Supremo Tribunal Federal de considerar o ex-juiz da operação Lava Jato Sérgio Moro como suspeito para julgar os processos envolvendo o ex-presidente Lula.

“É um dia triste para a Justiça brasileira. Talvez, um dos momentos mais deploráveis para o Supremo Tribunal Federal. É inadmissível que um habeas corpus de 2018 só seja julgado agora, nessas circunstâncias, no meio da conspiração contra a Lava Jato. Foi um golpe fatal em uma operação que se constituía em esperança para o povo brasileiro”, afirmou o senador na entrevista na manhã desta quarta-feira (24).

Na terça-feira (23), depois que a ministra Cármen Lúcia mudou o voto, a segunda turma decidiu que Sérgio Moro era suspeito para julgar os processos do ex-presidente Lula no caso envolvendo o Tríplex do Guarujá, no litoral paulista. Em ambos os casos, Lula foi condenado por corrupção. Com a decisão do STF, as condenações estão suspensas.

Álvaro Dias lembrou que, além de Moro, outros magistrados, de outras instâncias, também julgaram e condenaram o petista. “E ai nós somos obrigados a assistir esse espetáculo triste na segunda turma do STF. É uma inversão de valores”, criticou.

Outros condenados

O senador alertou ainda que outros condenados por Sérgio Moro na Lava Jato podem entrar com pedidos de revisão semelhantes ao do ex-presidente Lula. “Inclusive, é bom perguntar para a Cármen Lúcia, se amanhã ela muda [de ideia para outros condenados]. Os advogados dos outros condenados vão querer agir, como [os advogados de] Eduardo Cunha [ex-presidente da Câmara dos Deputados] e Sérgio Cabral [ex-governador do Rio de Janeiro]. Há consequências sérias”, comentou.


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