Pandemia do novo coronavírus

Brasil perdeu controle da pandemia após o feriado de 7 de setembro, diz cientista

Na avaliação do estatístico Gauss Cordeiro, atual taxa de mortalidade se deve à falta de controle de aglomerações em feriados e finais de semana deste o final do ano passado

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 25/03/2021 às 11:41
Felipe Ribeiro/ JC Imagem
FOTO: Felipe Ribeiro/ JC Imagem
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Estatístico da Universidade Federal de Pernambuco, o professor Gauss Cordeiro analisa todos os dias os números que comprovam o agravamento da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Para ele, uma coisa é certa: a atual taxa de transmissão foi uma bomba contruída desde setembro do ano passado que explodiu agora.

“No dia 8 de setembro do ano passado, um dia depois do feriado de 7 de setembro, eu expliquei aqui no Passando a Limpo o risco das aglomerações. O que foi que aconteceu? Os governos não fizeram nenhum tipo de prevenção, a partir de setembro, nas praias, finais de semana. Tudo totalmente sem controle nas comemorações de final de ano, férias de janeiro e fevereiro”, recordou o professor.

O professor analisou os dados que provam que a situação no Brasil é mais grave que em outros países. “O Brasil tem cerca de 3% da população do planeta. Desde 9 de março, registramos entre 20 e 30% dos óbitos diários do planeta, isso mostra que o Brasil não fez nenhum tipo efetivo de combate à pandemia. Qual foi o resultado? 300 mil óbitos e 12 milhões de casos confirmados”, acrescentou.

Falta de vacina

O especialista alerta que muitas mortes ainda devem acontecer no país, ao passo em que a vacinação no Brasil está bastante lenta. Ele criticou a gestão do governo federal, no tocante à demora para comprar vacinas e reforçou a necessidade de medidas mais duras como o lockdown.

Ouça a entrevista na íntegra:

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