Futebol

Mulheres no futebol: 'O peso é maior quando a gente erra', diz árbitra Deborah Cecília


Deborah Cecília revela detalhes sobre o que a motivou no começo da carreira e fala sobre objetivos que ainda espera atingir como árbitra de futebol.

Leonardo Baltar
Leonardo Baltar
Publicado em 29/03/2021 às 18:00
Alexandre Gondim/JC Imagem
FOTO: Alexandre Gondim/JC Imagem
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Aos 35 anos, a árbitra pernambucana Deborah Cecília Cruz Correia está escrevendo uma história bonita no futebol. Ela é a única representante do estado no quadro de arbitragem da Fifa, onde está desde 2017. Foi também em 2017 que ela apitou o primeiro clássico profissional da carreira, entre Sport e Santa Cruz, na Ilha do Retiro. Deborah foi a primeira mulher a comandar um clássico em Pernambuco desde Maria Edilene, em 1992.

Em entrevista ao narrador e apresentador Aroldo Costa durante o programa Arena TV Jornal no último sábado (27), Deborah Cecília revelou detalhes sobre o que a motivou no começo da carreira e comentou sobre objetivos que ainda espera atingir como árbitra de futebol.

Confira a entrevista completa

Começo da carreira

Ex-atleta de futsal, Deborah "mudou" de função em campo por sugestão dos amigos na faculdade de educação física. "Lá eu conheci alguns amigos que também eram árbitros e que me incentivaram a fazer o curso de arbitragem", comentou.

Outro ponto citado por Deborah durante a entrevista foi a menor visibilidade por ser mulher. "É um meio predominantemente masculino, onde a mulher não tem uma visibilidade de igualdade. Tenho que lutar de igual pra igual no teste físico, prova de regra, mas o peso é maior quando a gente erra", desabafou.

Deborah Cecília conversa com Aroldo Costa

Deborah Cecília é a representante pernambucana na Fifa

Alexandre Gondim/JC Imagem

Escudo Fifa e objetivos

Única representante pernambucana na Fifa, a árbitra já comandou amistosos da seleção feminina, Jogos Pan-Americanos 2019 de Lima e a Sul-Americana 2018. Mas ela ainda pretende realizar alguns sonhos na profissão. "O grande sonho é apitar o mundial. O outro é me realizar no meu estado. Coisa que eu já venho fazendo, mas eu queria que tivessem mais oportunidades para as mulheres, falo pelas outras também".


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