'É um povo que merece sofrer', diz Bolsonaro sobre quem votar em Lula

Presidente Jair Bolsonaro comentou decisão do STF que anulou as condenações do ex-presidente Lula na Lava Jato

POLÍTICA
'É um povo que merece sofrer', diz Bolsonaro sobre quem votar em Lula

Presidente Jair Bolsonaro comentou decisão do STF que devolveu direitos político do ex-presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula /Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou a apoiadores no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira (19), que quem votar no ex-presidente Lula “merece sofrer”. O petista e Bolsonaro ainda não confirmaram que disputarão as eleições presidenciais e 2022.

A afirmação foi dada durante comentário do presidente sobre o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu, por oito votos a três, anular as condenações impostas ao petista na Operação Lava-Jato. Com o resultado, Lula ganhou seus direitos políticos e está elegível para disputar as eleições de 2022. “Foi 8 a 3 o placar lá. Você interprete como quiser. Agora, pelo amor de Deus, o povo que, por ventura, vote em um cara desses, é um povo que merece sofrer”, disse Bolsonaro. 

 

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Novo partido 

Jair Bolsonaro afirmou que espera definir um novo partido até o fim de abril. Desde que saiu do PSL, em 2019, o presidente segue sem sigla. Ele também confirmou que é "muito pequena" a chance de conseguir criar o Aliança pelo Brasil.

"Aliança? Quase... Muito pequena a chance de sair. Já estou atrasado, já, não tenho outro partido, espero que esse mês eu resolva (...) Abril está bom. O duro foi quando eu me candidatei que eu acertei fevereiro, março, em cima da hora", comentou.

Decisão do STF

Em plenário realizada na última quinta-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por maioria dos ministros (8 x 3), manter a decisão de Edson Fachin e anular as decisões da Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, o petista recuperou os seus direitos políticos, voltou a ser considerado ficha limpa e pode se candidatar às eleições de 2022.

Os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Alexandre de Moraes, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso foram favoráveis a anulação das acusações e decisões da Lava Jato contra o ex-presidente, entendendo que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos que acabaram condenando Lula: do sítio de Atibaia, do tríplex do Guarujá, além das acusações referente a sede do Instituto Lula e a possíveis doações para a entidade.

Já os ministros Kassio Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux votaram contrários a anulação das decisões da Lava Jato.

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