'Quando o senhor se comporta desta forma, está afirmando que não quer a resolução do caso', diz mãe de Beatriz Mota sobre Paulo Câmara

A menina Beatriz Mota foi morta a facadas no dia 10 de dezembro de 2015; até agora, ninguém foi preso pelo assassinato

JUSTIÇA
'Quando o senhor se comporta desta forma, está afirmando que não quer a resolução do caso', diz mãe de Beatriz Mota sobre Paulo Câmara

A menina Beatriz Angélica Mota foi assassinada com 42 facadas em dezembro de 2015 - Foto: Reprodução/ Facebook

Há mais de cinco anos, a família da menina Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva cobra respostas para o assassinato cruel da menina de apenas 7 anos. Agora, os familiares da criança pedem que o Governo de Pernambuco aceite a ajuda de peritos americanos que se ofereceram para ajudar a elucidar o crime. Em setembro do ano passado, o Consulado Americano notificou o governo do estado sobre a solicitação, mas até agora o governador Paulo Câmara não deu retorno.

De acordo com a página nas redes sociais que atualiza o andamento sobre o caso Beatriz Mota, a empresa americana Criminal Investigations Training Group pretende ajudar na elucidação do Caso Beatriz, mas para isso precisa da autorização do Estado de Pernambuco.

A família tem realizado frequentemente mutirões online para cobrar uma resposta do governador. Nesta quarta-feira (22), antes do início de mais um mutirão, a mãe de Beatriz Mota, Lúcia Mota, afirmou que a cooperação com os peritos não irá trazer custos ao estado. "Estou apelando, pedindo ao governador. Não vai custar nada aos cofres de Pernambuco aceitar essa cooperação. Muito pelo contrário. Os investigadores americanos vão colaborar, vão deixar um grande legado para Pernambuco. Vão ajudar a solucionar não só o caso Beatriz como muitos outros casos de Pernambuco. Eles vão deixar equipamentos, dar treinamento aos policiais. Tudo que eles querem é apenas colaborar. Eles se sensibilizaram com nossa luta”, apontou.

De acordo com a família, são profissionais de altíssima resolutividade, que possuem competência técnica e recursos tecnológicos à disposição que são extremamente fundamentais para reunir e validar provas suficientes para solucionar o crime.

Desabafo

No vídeo compartilhado nas redes sociais, nesta quarta, Lúcia Mota desabafou sobre a falta de informações sobre o assassinato de sua filha e pediu menos vaidade e mais bom senso por parte das autoridades. “Vocês estão representando uma instituição. Parem de tanta vaidade. Coloquem de lado a vaidade, usem o bom senso e ajudem Beatriz. Eu já cansei. É estressante demais bater na porta todos os dias e receber só ‘não’, porta fechada, só promessa ou ‘tenha paciência’. É impossível ter mais paciência”, relatou a mãe de Beatriz Mota.

Lúcia ainda afirmou que o governador Paulo Câmara não está interessado em solucionar o assassinato da menina. “A quem interessa a não solução do caso Beatriz? Quando o senhor se comporta desta forma, o senhor está afirmando que não quer a resolução do caso Beatriz, mas a sociedade quer e exige que os culpados paguem por esse crime bárbaro e cruel. Não vamos parar, não vamos nos calar. Chega de notas [informando] que não tem ciência dessa notificação do Consulado Americano”, disse.  

Assista: 

Resposta do governo 

Em resposta, a Secretaria de Defesa Social (SDS) e a Polícia Civil informaram que "desconhecem essa tratativa ou iniciativa do Consulado". Ainda segundo a nota, "o caso Beatriz continua em investigação, sob segredo de Justiça, pela PCPE".

Relembre o caso 

A menina Beatriz Mota foi morta aos sete anos de idade, com 42 facadas, no dia 10 de dezembro de 2015, dentro de uma sala desativada, no colégio particular onde estudava. Ela estava na festa de formatura da irmã mais velha e haviam várias pessoas no colégio. A criança se afastou dos pais para beber água e teve o corpo encontrado, cerca de 30 minutos depois. 

Mudança de delegados

Em março de 2020, a investigação da morte de Beatriz Angélica mudou de comando pela quarta vez. A delegada Polyanna Néry deixou o caso, no dia 16.

O caso segue sendo investigado pelos delegados Isabella Cabral Fonseca Pessoa e João Leonardo Freire Cavalcanti. 

Confira abaixo a lista de delegados que já deixaram o caso Beatriz:

  • Sara Machado
  • Marceone Ferreira jacinto
  • Gleide Ângelo
  • Polyanna Néry

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