FAIXA DE GAZA

Estou aqui há 30 anos e jamais vi coisa parecida, diz pernambucano sobre conflitos em Israel


Nova onda de violência entre israelenses e palestinos assusta Oriente Médio

Com informações da Agência Brasil
Com informações da Agência Brasil
Publicado em 12/05/2021 às 19:12
FOTO: Ahmad GHARABLI, Yahya HASSOUNA, Alexandra VARDI
FOTO: FOTO: Ahmad GHARABLI, Yahya HASSOUNA, Alexandra VARDI
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Mais de 60 pessoas já morreram na mais recente onda de violência no Oriente Médio. Militantes palestinos dispararam centenas de foguetes contra Israel, enquanto Israel realizava pesados ataques aéreos contra Gaza. A informação é da BBC News. O pernambucano Mário Roberto Melo relatou, em entrevista à Rádio Jornal, o clima de tensão.

"A situação é terrível. Estou aqui há 30 anos e jamais vi coisa parecida (...) É algo sem precedentes. É muito preocupante", contou.

Mário Roberto revelou o medo pela magnitude do conflito. "O problema é no Sul do país [Israel] e desta vez, surpreendentemente, chegou ao centro. É a primeira vez que o Hamas chega por ali", disse.

O brasileiro contou que tentou ir buscar a filha, que mora em Tel Aviv, mas não consegui. "Fui de madrugada buscá-la, mas não tive condições de continuar porque havia uma barreira policial (...) Hoje, pela manhã, finalmente, depois que ela ficou em um abrigo em Tel Aviv antimíssil, ela conseguiu uma viagem de trem para a cidade que a gente mora, que fica no Norte", relatou.

Veja vídeo que mostra ataque aéreo em Israel:

  

Entenda o conflito

Durante a madrugada de segunda-feira (10) para terça-feira (11), 130 ataques aéreos israelenses atingiram o norte da Faixa de Gaza. Segundo as autoridades judaicas, os alvos eram núcleos do Hamas.

Pelo menos 15 integrantes do grupo armado morreram. Os palestinos dispararam cerca de 200 foguetes. Os ataques deixaram mais de 20 mortos.

ONU

A Organização das Nações Unidas está "profundamente preocupada" com o aumento da violência em Israel e nos territórios palestinos ocupados, declarou nesta terça-feira (11) um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

"Condenamos toda a violência e toda a incitação à violência, assim como as divisões étnicas e as provocações", declarou Rupert Colville durante entrevista coletiva em Genebra (Suíça), no momento em que a região registra a pior escalada em anos, desencadeada pela violência em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada.

Sobre os confrontos na Esplanada das Mesquitas, o porta-voz considerou que as forças de segurança israelenses "claramente não respeitaram nos últimos dias" a sua obrigação de responder de forma proporcionada e de garantir o direito de reunião pacífica.

Acrescentou que os disparos de foguetes a partir da Faixa de Gaza contra Israel "estão estritamente proibidos pelas leis humanitárias internacionais e devem parar imediatamente".

As autoridades do Hamas, movimento islamita no poder em Gaza, informaram que 22 pessoas morreram, incluindo nove crianças, durante os ataques israelenses em represália às salvas de foguetes disparados a partir do enclave palestino, e 106 ficaram feridas.

O Exército israelense disse ter matado 15 membros do Hamas e da Jihad Islâmica, outro grupo armado palestiniano, tendo atingido 130 alvos militares, na maioria do movimento que controla Gaza.

Os militantes em Gaza dispararam mais de 200 foguetes contra Israel, ferindo seis civis em um ataque direto a um prédio de apartamentos.

Os confrontos diários na Esplanada das Mesquitas, que os judeus chamam Monte do Templo, na Cidade Velha, em Jerusalém Oriental, entre palestinos e a polícia israelense deixaram centenas de feridos desde sexta-feira (7).

Em um sinal da crescente agitação, comunidades árabes em Israel realizaram manifestações noturnas contra a situação em Jerusalém, um dos maiores protestos de cidadãos palestinos nos últimos anos, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press.


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