COVID-19

A gente está avaliando a presença de uma nova variante no Agreste, alerta secretário de Saúde de Pernambuco


O Governo de Pernambuco pediu apoio ao Ministério da Saúde para investigar a presença de nova variante do novo coronavírus no Agreste

Atualizada às 9h45
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Publicado em 25/05/2021 às 8:51
Divulgação/ SES
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O secretário estadual de Saúde, André Longo, afirmou, nesta terça-feira (25), que pediu apoio ao Ministério da Saúde para investigar a presença de uma nova variante do novo coronavírus no Agreste de Pernambuco. Nesta segunda (24), o Governo Estadual ampliou as restrições para mais cidades da região, atingindo 65 municípios.

Segundo Longo, existe um “movimento anormal” na região. “A gente está avaliando a presença de uma nova variante no Agreste”, disse.

O secretário defende as medidas restritivas mais duras que entram em vigor nesta quarta-feira (26). "Os números do Agreste são realmente impressionantes, do ponto de vista de crescimento de demanda. Mas também já observamos algum crescimento aqui na 1ª macrorregião significativo. Está pressionando muito o sistema de saúde. A fila é crescente por leitos. Isso precisa ser parado, e para isso a gente precisa diminuir a circulação das pessoas para reduzir a circulação viral", afirmou.

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Vigilância genômica

O secretário afirmou que ele e o governador Paulo Câmara conversaram diretamente com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, para agilizar uma vigilância genômica no Agreste de Pernambuco, com a análise de casos confirmados já no mês de maio.

“Pedimos apoio ao Ministério da Saúde para que a gente pudesse fazer uma vigilância genômica mais rápida, com amostras agora de maio de pessoas positivas a região para ver se a gente não detecta alguma nova variante circulando, tamanha é a velocidade com que as coisas estão se dando no Agreste”, afirmou.

As frequentes mutações do Sars-CoV-2 que ocorrem durante sua replicação podem levar ao surgimento de novas variantes, que podem ter uma melhor adaptação aos humanos. Essas novas variantes preocupam os cientistas e órgãos de Saúde, pois podem levar a versões do vírus mais resistentes à prevenção ou ao tratamento. A vigilância genômica é responsável por monitorar essas novas variantes do novo coronavírus.

Ouça abaixo a entrevista completa:


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