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Diabos-da-tasmânia nascem após 3 mil anos de extinção na Austrália continental


Os diabos-da-tasmânia foram concebidos em uma reserva selvagem de 400 hectares

Com informações da AFP
Com informações da AFP
Publicado em 26/05/2021 às 15:15
Divulgação/Pixabay/graabstein
FOTO: Divulgação/Pixabay/graabstein
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Os nascimentos exemplares dos diabos-da-tasmânia em estado selvagem, que haviam desaparecidos da parte continental da Austrália há cerca de 3 mil anos, foram revelados por grupos conservacionistas. Ao todo, sete dos mamíferos carnívoros nasceram em uma reserva selvagem de 400 hectares, ao norte de Sydney, na terça-feira (25). O fato acontece menos de um ano depois que 26 marsupiais adultos foram soltos no extenso santuário e trazem a esperança para que a preservação seja bem-sucedida.

''Uma vez que (os demônios) estavam de volta à selva, tudo dependia deles, o que era angustiante. Ficávamos observando-os de longe até que chegou a hora de agir para confirmar o nascimento dos nossos primeiros filhotes selvagens. Foi um grande momento!, comemorou o presidente da Aussie Ark, Tim Faulkner. O que aconteceu com os diabos-da-tasmânia foi classificado como "histórico".

De acordo com as informações da AFP, oss guardas florestais examinaram as bolsas (ou marsúpios) das fêmeas dos os diabos-da-tasmânia e encontraram os filhotes em "perfeito estado de saúde". A ideia é soltar mais diabos-da-tasmânia na reserva, nos próximos anos, junto com outras espécies, e depois introduzi-los em áreas sem cercas.

Como são os diabos-da-tasmânia?

Os diabos-da-tasmânia pesam até 8 quilos e podem ter pelo preto ou marrom. Eles se alimentam de outros animais de seu habitat ou então de cadáveres. A história que contam na Austrália continental é que os diabos-da-tasmânia tenham sido exterminados por matilhas de dingos (cães selvagens), há cerca de 3 mil anos.

O animal é conhecido pelo forte rugido, pelas mandíbulas poderosas e por ser feroz ao enfrentar adversários por comida ou por parceiros (as). Os demônios são classificados como um espécie em perigo de extinção. Estima-se que cerca de 25 mil deles ainda vivam na ilha da Tasmânia. Em geral, não são perigosos para os humanos.


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