COVID-19

Variante indiana com mutação nepalesa: o que é? É mais perigosa? O Brasil deve se preocupar?


Doze casos da variante indiana com mutação nepalesa da Covid-19 foram detetados em Portugal

Gustavo Henrique Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
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Publicado em 04/06/2021 às 8:35
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Em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus e suas devidas variantes, como a indiana, que assola o país do Taj Mahal, foram detectados 12 casos da variante indiana com mutação nepalesa da Covid-19 em Portugal, país da Europa. A informação foi divugada pelo investigador do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), João Paulo Gomes, nessa quinta-feira (3).

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A variante é mais perigosa?

João Paulo Gomes garante que esta estirpe "não é nova" e diz ainda que a ocorrência de mutações quando uma nova variante chega a um país "é normal" e resulta de um processo de evolução do vírus "à medida que se vai transmitindo de pessoa para pessoa".

Em causa, explicou, está o que chamou de "sub-linhagem" da variante indiana, que é normal porque as variantes do vírus têm um processo de evolução, e frisou que se trata de uma variante indiana e não de "uma super variante indiana".

O responsável disse ter sido com estranheza que recebeu a notícia da decisão do Reino Unido de retirar Portugal da 'lista verde', porque a variante indiana em Portugal não atingiu sequer os 5% (está em 4,8%), e dentro desta estão os 12 casos da mutação, tendo no mundo sido reportados apenas 90 casos (da variante indiana com essa mutação).

Devemos nos preocupar?

Portanto, concluiu João Paulo Gomes, está a "fazer-se uma tempestade num copo de água" e o que diz o Reino Unido "não faz sentido", como não é explicável o impacto econômico que resulta de uma decisão assente em 12 casos.

"Aquilo de que eles estão a falar é uma sub-linhagem da variante indiana, estamos a falar da variante indiana que, tal como todas as outras variantes que têm aparecido no nosso país, tem um processo de evolução à medida que se vai transmitindo de pessoa para pessoa. É perfeitamente normal que umas semanas depois de entrar num país o número de mutações seja diferente. Esta mutação do Nepal, na realidade é uma das pequeninas variantes dentro desta variante indiana que tem uma mutação que, naturalmente, merece vigilância porque está localizada na região do vírus associada à ligação às nossas células", explicou João Paulo Gomes em declarações à SIC Notícias.

Cepa indiana no Maranhão

A variante B.1.617 do novo coronavírus, de origem indiana, que é considerada um risco para todo o mundo, chegou ao Brasil. O primeiro caso da cepa indiana foi confirmada no dia 20 de maio pelo Governo do Maranhão. Ela foi identificada em um indiano de 54 anos que deu entrada em um hospital da rede privada em São Luís na sexta-feira (14). Ele era um tripulante do navio MV Shandong da ZHI, embarcação que veio da Índia.

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De acordo com informações repassadas pelo SBT Maranhão, dos vinte e quatro tripulantes presentes na embarcação, quinze testaram positivo para a covid-19. Destes, seis estão com a cepa indiana (B.1.617).

Em entrevista ao canal de TV à cabo CNN Brasil, na tarde do sábado, 22 de maio, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), garantiu que o estado ainda não registra transmissão local da nova cepa indiana do coronavírus. Ainda assim, Dino admitiu que é 'uma questão de tempo' para a cepa esteja circulando no País. Segundo ele, sem maior controle sanitário, outros casos facilmente poderão ser registrados em outras regiões.


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