Lázaro Barbosa

Lázaro Barbosa: Ele vai atirar para matar, acredita criminóloga especializada em serial killers


Ilana Casoy é estudiosa de crimes famosos como os cometidos por Suzane von Richthofen e Alexandre Nardoni. Ela afirma que Lázaro Barbosa não está brincando

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 17/06/2021 às 11:56
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Escritora especializada em estudar crimes complexos como aqueles cometidos por familiares ou serial killers, Ilana Casoy não tem dúvidas de que Lázaro Barbosa é um criminoso altamente perigoso. Com base em tudo o que aconteceu nos últimos dias, a especialista afirma que Lázaro vai atirar para matar.

"Agora ele é um cara em fuga. Ele não está brincando, claro que ele vai atirar para matar. Temos que fazer perguntas neste momento, e não dar as respostas", afirmou em entrevista ao portal G1.

Lázaro é um psicopata?

Na avaliação da especialista, ainda é cedo para traçar um perfil psicológico de Lázaro Barbosa. "Ele pode ser muitas coisas. Ele é um abusador em série? É obvio. Ele tem várias condenações por estupro. Agora, que tipo de abusador que ele é? Tem vários. Ainda não sabemos", disse.

Nesta quinta-feira (17), em entrevista à Fátima Bernardes, na TV Globo, Ilana disse acreditar que os crimes cometidos por Lázaro parecem estar relacionados ao vício em drogas. "Ele comete os crimes para consumir drogas", analisou.

Qual a prioridade?

Para Ilana, antes de se investigar o psicologico, a prioridade do momento é prender Lázaro. "Ele é um fugitivo e precisa ser parado, ser preso porque é um cara de alta periculosidade, de grande experiência e está matando no caminho. Não é hora de pensar se ele é um serial killer, se teve uma infância traumática ou não, se ele é frio, psicótico, esquizofrênico, psicopata", disse ao G1.

A especialista também defende que, preferencialmente, Lázaro deve permanecer vivo. Desta forma, ele poderá explicar as motivações para esses crimes e ajudar a resolver outros crimes que tenha cometido no passado. Além disso, a especialista defende que "toda vida importa".

"É uma pergunta que ele que vai ter que responder. Teve outros crimes? Outros corpos que não foram encontrados? Tem vítimas que podem ficar sem resposta, pessoas que perderam pai, filho, esposa? A única chance de resposta é ele contando, e a chance é com um bom interrogatório. Que o cara é um homicida, não resta dúvida. O nosso papel é apoiar as polícias para fazer um bom trabalho tático e prender o fugitivo", comentou.


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