Serial Killer de Brasília: Lázaro Barbosa foi preso?

Essa é a pergunta que o Brasil tem feito há 14 dias, quando o criminoso começou sua fuga pelo Distrito Federal

CAçADA
Serial Killer de Brasília: Lázaro Barbosa foi preso?

Lázaro Barbosa, de 32 anos, está sendo chamado de - Foto: Reprodução/ Internet

Lázaro Barbosa foi preso? Muito provavelmente você deve ter feito esta pergunta ou ouvido alguém fazer nos últimos dias. O criminoso, conhecido como "serial killer de Brasília", está em fuga há 15 dias pelo Distrito Federal. Durante sua jornada, deixou quatro pessoas mortas, realizou sequestros, invasões a propriedades rurais, roubou carros entre outros crimes - começou sua fuga pelo Distrito Federal.

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Crimes hediondos que assustam a população do DF e de Goiás. Mais de 300 homens da polícia do DF e de Goiás, helicópteros, cães farejadores e até homens da Força Nacional estão à caça de Lázaro, que parece não estar disposto a se entregar nem tão cedo. Até a manhã desta quarta (23) ele não havia sido preso

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O secretário de Segurança Pública de Goiás (GO), Rodney Miranda, espera que Lázaro Barbosa seja capturado até o fim do dia. O homem, de 32 anos, é um dos mais procurados do Brasil, atualmente. "Cada dia, a gente conhece mais ele. Cada dia, a gente conhece mais o terreno. Cada dia, a nossa tropa está mais preparada", disse o secretário.

Confira a linha do tempo da fuga de Lázaro Barbosa

  • Dia 1 - Na quarta-feira (9), ele cometeu o assassinato de uma família em Ceilândia.
  • Dia 2 - Na manhã do dia seguinte, quinta-feira (10), o homem teria invadido uma casa que fica a 3 km do local onde o caso aconteceu. Lá, de acordo com o Correio Braziliense, ele teria colocado Sílvia Campos, 40, proprietária da chácara, e o caseiro, identificado como Anderson, 18, na mira de seu revólver por 3 horas. No local, ele ainda teria obrigado os dois a fumarem maconha. Antes de fugir, roubou R$ 200, uma jaqueta, celulares e carregador.
  • Dia 3 - No terceiro dia de fuga, Lázaro fez mais um refém e roubou um Fiat Pálio em Ceilândia. Com o veículo, ele se dirigiu a Cocalzinho, desta vez em Goiás, onde abandonou e incendiou o carro. As investigações apontam que lá, ele se encontrou com um comparsa, que o ofereceu suporte.
  • Dia 4 - Já no sábado (12), ele teria passado a tarde bebendo e se divertindo em uma chácara, próxima à Lagoa Samuel. Lá o suspeito fez o caseiro refém. O serial killer também o obrigou a fumar maconha. Antes de fugir novamente, Lázaro destruiu o carro da vítima. Após deixar essa casa, ele foi para outra chácara, onde baleou três homens e roubou duas armas de fogo.
  • Dia 5 - Na tarde do domingo (13), o foragido furtou um outro carro, também em Cocalzinho (GO), e abandonou o veículo, um Corsa vermelho, após avistar um ponto de bloqueio montado pela polícia.
  • Dia 6 - Na segunda-feira (14), Lázaro foi visto no curral de uma fazenda entre os distritos de Edelândia e Girassol. A polícia acredita que ele passou a noite no local. Segundo o caseiro da fazenda, o homem pediu comida e em seguida fugiu para a mata.
  • Dia 7 - Na terça-feira (15), após ser cercado por policiais, ele atirou contra um deles e o deixou ferido no rosto. No momento do tiroteio, ele fazia três pessoas reféns, um casal e a filha de 16 anos. Apesar da presença da polícia, Lázaro conseguiu fugir. As investigações policiais continuam e podem apontar para outros delitos.
  • Dia 8 - Nessa quarta (16), durante a madrugada, Lázaro invadiu uma fazenda, preparou comida e fugiu novamente. A propriedade rural fica localizada a cerca de 8 km de distância da cidade de Edilândia, em Goiás, onde ele foi visto na terça-feira (15).
  • Dia 9 - Nesta quinta-feira (17), na madrugada a polícia segue à procura dele, no povoado de Girassol, em Goiás. Até o momento, Lázaro conseguiu escapar de uma força-tarefa formada por mais de 200 policiais. As equipes policiais fizeram buscas durante toda a madrugada. A Polícia Militar de Goiás chegou à zona rural de Cocalzinho de Goiás, que fica a 120 quilômetros de Brasilia, para reforçar as buscas. Drones da Receita Federal e até um helicóptero foi utilizado para tentar identificar o "assassino em série". 
  • Dia 10 - O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, disse na noite desta sexta-feira (18) que acredita ter avistado Lázaro Barbosa, 32 anos, em um vale. À tarde, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) tinha dito que o chamado "serial killer do DF" esteve em um chiqueiro e fugiu novamente em meio à vegetação.
  • Dia 11 - A força-tarefa que procura por Lázaro, em Cocalzinho de Goiás (GO), reúne mais de 200 agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal. Os policiais usam helicópteros, cavalaria e cães farejadores. Área de busca reduz. A polícia acredita ter percebido movimentações dele em Girassol, no distrito de Cocalzinho, em Goiás. Um morador da região relatou aos agentes que a casa dele foi invadida e ele encontrou tudo revirado, na tarde do sábado (19).
  • Dia 12 - Um morador de Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás, afirmou para a polícia que a casa dele foi revirada na madrugada. 
  • Dia 13 - O dia começou com uma denúncia sobre um possível esconderijo do criminoso. O denunciante usou um colete à prova de balas para ajudar os policiais a chegar ao local, que é considerado de difícil acesso. Cerca de 300 policiais procuravam pelo fugitivo. Cães, helicópteros e drones fizeram buscas. 
  • Dia 14 - A polícia começou a usar rádios de comunicação e também um homem de fora das forças armadas, considerado um caçador experiente na região para procurar Lázaro Barbosa. O caçador é conhecido na região como Babaçu.
  • Dia 15 - A polícia segue uma nova pista, que apareceu na noite dessa terça-feira (22). O caseiro de uma propriedade rural afirmou ter trocado tiros com o bandido, em Cocalzinho de Goiás, onde as buscas são feitas. Por volta das 22h, os policiais entraram na mata para tentar localizar o homem. Sem sucesso, as equipes retornaram à base, por volta das 00h. As buscas devem continuar, pela área, ao longo do dia

 

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Por que é tão difícil prender Lázaro Barbosa?

Especialistas consultados pelo SBT News apontam que alguns dos motivos que dificultam a localização do suspeito são a imprevisibilidade do tipo de patologia de Lázaro e as dificuldades logísticas das forças de segurança.

Segundo Cássio Thyone, perito criminal aposentado da Polícia Civil do Distrito Federal e membro do conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apesar das críticas da população à demora na captura de Lázaro, as forças de segurança atuam com os recursos disponíveis. Ele também destaca que Lázaro é considerado um foragido imprevisível.

A imprevisibilidade do suspeito é reforçada pelo especialista em segurança pública Leonardo Sant'Anna. "A preparação para esse tipo de evento é impossível, pois depende muito da característica do agressor. Normalmente é imprevisível, não é possível avaliar quando vão ser os surtos. Alguns tipos de patologia podem ficar inertes durante determinado tempo e aflorar em outros momentos", destaca.

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