PROBLEMA

AstraZeneca, Pfizer, Janssen ou CoronaVac: saiba o que pode acontecer se você "escolher” vacina contra covid-19

Os chamados "sommeliers de vacina" têm se recusado a tomar o imunizante disponível no posto de vacinação

Atualizada em 08/07/21, às 14h43
Atualizada em 08/07/21, às 14h43
Publicado em 06/07/2021 às 17:03
Janaína Pepeu/Prefeitura de Caruaru
FOTO: Janaína Pepeu/Prefeitura de Caruaru
Leitura:

Chamadas na internet de “sommeliers de vacina”, as pessoas que estão escolhendo qual vacina tomar têm sido um problema no processo de imunização contra covid-19 da população brasileira. Medo de reações adversas e questionamento da eficácia da vacina estão entre os argumentos apontados por essas pessoas. Autoridades governamentais passaram a adotar medidas para impedir a prática.

>> Após queixas de reações adversas, vacinas vencidas podem atrapalhar 'reputação' da AstraZeneca, diz especialista

>> No Recife, quem quiser escolher vacina contra covid-19 vai ser punido e terá imunização adiada

>> 'Não existe vacina melhor ou pior. Momento é de tomar a 1ª que aparecer', diz especialista

Nesta terça-feira (6), em coletiva de imprensa online sobre situação da covid-19 em Pernambuco, o secretário estadual de Saúde, André Longo, defendeu a adoção de medidas para impedir a escolha de vacinas. "A gente espera que os municípios, a partir de agora, tome medidas para coibir essa prática que atrapalha o segmento mais célere do processo de imunização aqui em Pernambuco", disse.

Veja:

Veja as medidas que estão sendo adotadas:

Recife

A Prefeitura do Recife vai começar a punir quem se recusar a receber vacina contra a covid-19 por causa de marca. A partir de agora, quem tentar escolher vacina terá a imunização adiada em mais de 60 dias.

Na prática, quando alguém chegar em um ponto de vacinação com horário marcado, mas se recusar a receber a vacina por causa da marca, o vacinador acionará um dispositivo e o indivíduo que recusou a vacina só vai conseguir acessar a página de agendamento da vacina dois meses depois.

Jaboatão dos Guararapes

Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, adotou medida semelhante. A partir do dia 7 de julho, o usuário que queira escolher o tipo de vacina contra covid-19 só poderá ser imunizado após um prazo de 60 dias. O agendamento será bloqueado no aplicativo De Olho na Consulta, através da ferramenta Bloqueio por Recusa de Vacina. Contudo, o código permanecerá o mesmo, não sendo necessário novo agendamento. Passados os dois meses, o próprio sistema fará o desbloqueio.

Em Jaboatão, são aplicadas as vacinas Coronavac, Astrazeneca, Pfizer e Jansen. A informação sobre a marca da vacina que está disponível nos pontos de imunização só será dada após o usuário se identificar. No caso de recusa, o bloqueio será imediato e a pessoa terá que aguardar o desbloqueio por 60 dias.

Salgadinho (PE)

A Prefeitura de Salgadinho vai punir quem decidir escolher a vacina. "Informamos também que, pessoas que estão adiando a vacina no intuito de tomar outro tipo de imunizante, ficarão suspensas do agendamento por 60 dias, sendo liberado após o termino do prazo e inclusão do nome no final da fila", diz a prefeitura.

São Bernardo do Campos (SP)

A prefeitura de São Bernardo do Campo, município da Grande São Paulo, passou a colocar no fim da fila da vacinação contra a covid-19 as pessoas que vão aos postos mas se recusam a tomar o imunizante em razão da fabricante da dose. Para aplicar a medida, a prefeitura está disponibilizando nos postos de vacinação um termo de “recusa e responsabilidade”, que deverá ser assinado pelas pessoas que se negarem a receber a dose da vacina.

O documento fica anexo ao prontuário do paciente da rede municipal de saúde, informando que a cidade ofertou a vacina dentro do calendário e no prazo estipulado pelos planos Nacional e Estadual de Imunizações e que a pessoa se recusou a tomar a dose.

Caso a pessoa se recuse também a assinar o termo de responsabilidade, um outro documento será emitido, com a assinatura de duas testemunhas, e será anexado à ficha do paciente no cadastro da prefeitura.

São Caetano do Sul (São Paulo)

A prefeitura de São Caetano do Sul também decidiu enviar para o "fim da fila" quem tentar escolher qual vacina tomar.

Criciúma (Santa Catarina)

Em Criciúma (SC), um decreto similar transfere o "sommelier de vacina" para o final da fila e o obriga a assinar um termo de responsabilidade e ciência.

Juruaia (Minas Gerais)

A prefeitura de Juruaia, no interior de Minas Gerais, adotou o método e reforçou que todos os imunizantes disponibilizados no município mineiro com menos de 10 mil habitantes foram aprovados pela Anvisa. O objetivo, segundo a nota, é "evitar que a pessoa escolha a marca da vacina que deseja tomar".

Varginha (Minas Gerais)

Já em Varginha, em Minas Gerais, decidiu vacinar quem quiser escolher o imunizante apenas quando a imunização de todos os adultos acima dos 18 anos for concluída.

Mais Lidas