INVESTIGAÇÃO

Polícia indicia 6 pessoas por morte de pernambucana trans em clínica que pegou fogo em SP

Lorena Muniz, de 25 anos, morreu na mesa de cirurgia de uma clínica de estética quando seria submetida a uma cirurgia de implante de silicone

Fabiani Vieira Assuncao
Fabiani Vieira Assuncao
Publicado em 06/07/2021 às 14:38
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A Polícia Civil do estado de São Paulo indiciou seis pessoas por envolvimento na morte da transexual pernambucana Lorena Muniz, de 25 anos, ocorrida após um incêndio numa clínica de estética, no último dia 17 de fevereiro, no centro de São Paulo. A cabeleireira estava sedada, na mesa de cirurgia da clínica "Saúde Aqui", onde faria um implante de silicone, quando as chamas se iniciaram num ar condicionado da unidade, que foi evacuada e ela foi deixada para trás. Lorena ainda foi transferida para o Hospital das Clínicas da capital paulista, mas não resistiu e morreu no dia 21 de fevereiro, quatro dias depois.

Investigação

O inquérito policial, que foi conduzido pelo 1º Distrito Policial (DP) do estado de SP, apontou que houve homicídio culposo e omissão de socorro. Os nomes dos indiciados não foram divulgados e nem a relação deles com a clínica, que não tinha licenciamento do Corpo de Bombeiros. O laudo do IML paulista apontou que a vítima morreu por inalar fumaça; até ser resgatada, ela teria passado 17 minutos sem oxigenação no cérebro e em parada cardiorrespiratória. a mulher teve ainda queimaduras na cabeça.

Lorena morava em Paulista, com o esposo, Washington Barbosa, um influenciador digital conhecido como Tom Negro. De acordo com familiares da vítima, ela teria pago R$ 4 mil pelo procedimento estético, que acabou não acontecendo. Com a investigação encerrada, o inquérito agora seguiu para o Ministério Público.

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