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Risco de variantes da covid-19 leva Pernambuco a intensificar vigilância genômica


A vigilância genômica realiza o sequenciamento do novo coronavírus e identifica as variantes da covid-19

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 30/07/2021 às 17:00
Divulgação/ SES-PE
FOTO: Divulgação/ SES-PE
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Pernambuco reforçou a vigilância genômica do novo coronavírus e, em julho, foram cerca de 400 amostras positivas para a covid-19 analisadas em sequenciamento genético no Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE), o que equivale a quase 50% do total de genomas avaliados desde o início da pandemia no Estado. Desde janeiro, o Governo de Pernambuco já sequenciou o genoma de quase 800 amostras biológicas com o objetivo de monitorar as variantes do novo coronavírus que circulam no Estado.

“O trabalho conjunto das autoridades com as instituições científicas é fundamental na adoção de estratégias de enfrentamento à pandemia. Graças à força-tarefa coordenada pelo Aggeu Magalhães nas últimas semanas conseguimos intensificar a vigilância genômica em Pernambuco, monitorando o risco de introdução das variantes e avaliando o cenário epidemiológico da Covid-19 no Estado”, ressalta o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Variante Gama (P.1) é predominante no Estado

Nesta sexta-feira (30), o Instituto Aggeu Magalhães divulgou o resultado de 212 amostras analisadas na mais recente rodada de sequenciamento genético. O resultado reforça o que vem sendo apontado nos últimos levantamentos: a variante Gama (P.1) do novo coronavírus continua como linhagem prevalente do vírus em Pernambuco.

Dos resultados divulgados hoje, de pacientes com amostras coletadas entre abril e este mês de julho residentes em 41 municípios pernambucanos, 205 (97% das amostras) foram identificados como da linhagem gama (P.1), cepa identificada pela primeira vez no estado do Amazonas. No restante dos genomas foram identificadas as linhagens B.1.1.525 (1), B.1.222 (1), P.1.1 (2), P.1.2 (2) e um caso da cepa Alpha (B.1.1.7), relatada primeiramente no Reino Unido, identificada em um paciente residente no município de Caruaru, no Agreste. A amostra foi coletada no fim de abril.

As 212 amostras desta rodada de sequenciamento genômico são dos seguintes municípios: Agrestina, Águas Belas, Amaraji, Angelim, Araçoiaba, Bodocó, Caetés, Camaragibe, Carpina, Caruaru, Condado, Flores, Floresta, Ibimirim, Igarassu, Iguaraci, Ilha de Itamaracá, Ipubi, Itapetim, Jaboatão dos Guararapes, Lajedo, Limoeiro, Moreilândia, Passira, Petrolina, Pombos, Recife, Ribeirão, Sanharó, São Bento do Uma, São Caitano, São João, São José do Belmonte, Serra Talhada, Sertânia, Tabira, Tamandaré, Timbaúba, Triunfo, Vertentes e Vitória de Santo Antão.

“Sabemos que a P.1 é preocupante, mas, independente das cepas identificadas, os cuidados precisam e devem continuar. Uso correto de máscaras, distanciamento e higienização das mãos é fundamental. Relaxar nas práticas pode causar aumento de casos e internações. Não podemos descuidar. Só com cuidados e vacinação conseguiremos vencer a pandemia", pontua Longo.

Variante Delta

Até o momento, os sequenciamentos genômicos de amostras de pacientes pernambucanos positivos para a Covid-19 não identificaram a linhagem Delta (B.1.617.2) do novo coronavírus, detectada inicialmente na Índia. Os três casos registrados são importados, todos envolvendo tripulantes filipinos.


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