LUTO

Hospital de Nazaré da Mata se manifesta sobre grávida que perdeu o bebê e morreu no Recife


Vanessa Karine de Araújo, de 24 anos, foi socorrida no Hospital Ermírio Coutinho, em Nazaré da Mata, na última segunda-feira (9).

Gustavo Henrique Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 11/08/2021 às 19:00
Reprodução: TV Jornal
FOTO: Reprodução: TV Jornal
Leitura:

O Hospital Ermírio Coutinho, localizado em Nazaré da Mata, emitiu uma nota, no início da noite desta quarta-feira (11), sobre o caso envolvendo a jovem de 24 anos Vanessa Karine de Araújo, natural do município de Machados. Antes de perder o bebê e morrer, Vanessa passou por três hospitais de Pernambuco: Hospital Edson Álvares, na cidade de Machados, onde a família mora; Hospital Ermírio Coutinho, em Nazaré da Mata e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - IMIP, no Recife, onde faleceu nesta terça-feira (10).

>>>Grávida de 38 semanas perde bebê e morre no Recife após passar por três hospitais; familiares denunciam negligência médica

>>>'Quando cheguei lá, ela estava totalmente morta', diz sogra de jovem grávida que perdeu o bebê e morreu no Recife

A unidade de saúde afirmou que ela deu entrada em estado gravíssimo no hospital, passou por cesária de emergência, onde foi confirmada a morte do feto que estava com 38 semanas e foi submetida a histerectomia subtotal, recebeu transfusão de sangue e, após estabilização, foi transferida, no mesmo dia, ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip).

Ainda de acordo com a nota, a paciente recebeu "toda a assistência necessária da equipe multiprofissional do Hospital Ermírio Coutinho, passando por todos os procedimentos necessários diante do seu quadro clínico."

Confira a nota na íntegra

A direção do Hospital Ermírio Coutinho informa que, às 8h da última segunda-feira (9/8), a paciente citada pela reportagem deu entrada na unidade em estado gravíssimo, encaminhada de serviço municipal. A mulher, que estava com idade gestacional de 38 semanas, passou por cesárea de emergência que constatou o óbito fetal, intra-uterino. A paciente foi submetida a histerectomia subtotal, recebeu transfusão de sangue e, após estabilização, foi transferida, no mesmo dia, ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip). É importante destacar que a gestante recebeu toda a assistência necessária da equipe multiprofissional do Hospital Ermírio Coutinho, passando por todos os procedimentos necessários diante do seu quadro clínico.

Por fim, a direção da unidade, referência em obstetrícia para a região, reforça o compromisso e o empenho na assistência materno-infantil e solidariza-se com os familiares da paciente neste momento de dor.

Vanessa Araújo tinha 24 anos.
Vanessa Araújo tinha 24 anos.
Reprodução/TV Jornal

Família acredita em negligência médica

A família de Vanessa acredita que a causa da morte foi negligência médica. Antes de ser transferida para o hospital em Nazaré da Mata, ela passou mal e foi socorrida para o Hospital Edson Álvares, na cidade de Machados, onde a família mora.

"Ela se preparou para ter o filho na cesária, porque tinha medo de ter em parto normal. O pré-natal estava tudo certo. No último domingo, ela sentiu a boca dormente, dor de estômago, dor de barriga. No primeiro hospital, tudo indica que o que deram nela foi injeção. Não examinaram. Foi quando transferiram ela para Nazaré.", diz Edileuza Mendes, sogra de Vanessa e avó da criança, em entrevista à reportagem da TV Jornal nesta quarta-feira (11)

"Na segunda-feira de manhã, ela foi transferida para o segundo hospital. Aí foi quando o meu filho ligou para mim. Eu subi correndo para Machados, quando cheguei lá e vi a situação que ela estava. Sem um pingo de sangue, sem reação nenhuma. Totalmente morta", lamentou dona Edileuza

"Em Nazaré, quando escutaram o coração da criança, já estava morta. Fizeram de tudo para salvar a mãe, mas não conseguiram.", concluiu.

Nota do Cremepe na íntegra

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informa que notícias de fato que envolvam possível infração ao Código de Ética Médica, são encaminhadas para a corregedoria desse Conselho para avaliar abertura de sindicância “ex-offício” para apuração dos fatos. A partir de então, o expediente corre em sigilo processual, para não comprometer a investigação, e segue o que estabelece o Código de Processo Ético Profissional (CPEP) – Resolução CFM Nº 2.145/2016.

Assessoria de Comunicação do Cremepe


Mais Lidas