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Na Rádio Jornal, Bolsonaro fala ao Nordeste, reduto de Lula, em tom manso: 'não queremos guerra civil'


Presidente Jair Bolsonaro concedeu entrevista à Rádio Jornal, nesta quinta-feira (26)

Atualizada às 9h59
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Publicado em 26/08/2021 às 9:00
Reprodução/Rádio Jornal
FOTO: Reprodução/Rádio Jornal
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O presidente Jair Bolsonaro, em entrevista à Rádio Jornal, nesta quinta-feira (26), afirmou que não quer uma guerra civil no Brasil, ao ser questionado sobre declarações do deputado aliado Otoni de Paula (PSC-RJ), que afirmou que o país terá uma guerra civil.

“Qualquer pessoa que fala algo, exagera, extrapola, se tem um plástico no seu carro vincula a mim como se fosse meu porta voz (...) Não acredito em guerra civil, não provocamos e nem queremos isso daí. Lutamos por liberdade de imprensa, pelo cumprimento de todos os artigos previstos em nossa Constituição. O resto é responsabilidade dessa pessoa. Não queiram colocar na minha conta, como alguns tentam fazer o tempo todo", afirmou.

Assista a entrevista:

Movimentos do dia 7 de setembro

No dia 7 de setembro, apoiadores do presidente se articulam para realizar protestos em defesa de Bolsonaro. Ele falou sobre a expectativa. "Acredito que esse movimento do dia 7, como todos os outros feitos por pessoas simpáticas ao nosso governo, são extremamente pacíficos. Não destruímos patrimônio alheio. O outro lado quando vai para esses movimentos (...) depreda agências bancárias, toca fogo em pneus na rua, atira pedras em policiais nas ruas", disse.

O presidente da República afirmou ainda que pretende participar do ato que está programado para ser realizado na Avenida Paulista, em São Paulo.

Briga entre poderes

o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que rejeitou o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido havia sido apresentado pelo presidente, em caráter pessoal, e será arquivado. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (25). Segundo Bolsonaro, ele está praticamente sozinho nessa disputa entre os poderes.

“Os poderes são independentes. Eu entrei com uma ação com o intuito do processo ir avante. Nem vou dizer caçar ou não o ministro Alexandre de Moraes. O presidente do Senado, o senhor Pacheco, entendeu e acolheu uma decisão da advocacia do Senado. Agora, quando chegou uma ordem do ministro Barroso para abrir a CPI da Covid ele mandou abrir e ponto final. Ele agiu de forma diferente da que agiu no passado. Vocês sabem que nessa briga eu estou praticamente sozinho", comentou o presidente. “Lamento a posição de Rodrigo Pacheco no dia de ontem, mas continuaremos no limite buscando a liberdade para o nosso povo”, completou Bolsonaro.


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