PÂNICO

Homem feito refém em Araçatuba: 'Apontaram a arma na minha cara. Eu tive que implorar pela minha vida'


A vítima relatou que voltava de uma festa com amigos quando foram parados pelo grupo

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 30/08/2021 às 17:42
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Em entrevista ao UOL, um dos moradores feito refém por uma quadrilha que atacou agências bancárias em Araçatuba (SP), durante a madrugada desta segunda-feira (30), disse que "implorou pela vida" aos criminosos. A vítima relatou que voltava de uma festa com amigos quando foram parados pelo grupo, que estava "muito armado".

"A gente estava voltando de uma festa em carro. Achamos que era blitz. Pararam carro, tive que mostrar minha barriga, me jogaram no chão, jogaram a gente dentro de uma caminhonete, sequestraram a gente. A gente foi rezando o caminho todo. Pararam a gente no banco, apontaram a arma na minha cara várias vezes. Eu tive que implorar pela minha vida, buscar ajuda", disse o homem.

Na ocasião, o homem conseguiu sair correndo do carro e entrou em um hotel para buscar ajuda. "Estavam muito armados. Apontaram R15, AK 47 na minha cara", relatou.

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Vítimas

Segundo a Santa Casa de Araçatuba, cinco pessoas foram socorridas com ferimentos e levadas ao hospital. Uma delas foi um rapaz de 26 anos que teve os dois pés amputados após acionar um explosivo. Confira a situação dos feridos:

  • Homem de 28 anos: baleado no abdome. Quadro clínico dele é considerado estável;
  • Homem de 31 anos: baleado nos braços e no rosto. Quadro clínico dele é considerado grave;
  • Homem de 38 anos: baleado nas pernas, braços e de raspão na cabeça. Quando clínico dele é considerado grave;
  • Homem de 26 anos: ferido por explosivo. Teve os dois pés e os dedos das mãos amputados. Quadro clínico dele é considerado grave;
  • Homem de 45 anos: baleado na região dos glúteos. Foi medicado e recebeu alta.

Ataque

Os criminosos atacaram três agências bancárias no centro da cidade e, na fuga, fizeram reféns pelo caminho. Imagens compartilhadas por moradores nas redes sociais mostram dois homens, sem camisa, pendurados no capo de um carro branco utilizado pela quadrilha. Em outra imagem, quatro pessoas andam lado a lado em uma rua, servindo de escudo aos bandidos.

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Explosivos

Uma equipe do Gate (Grupo de Ações Tática Especiais) também está em deslocamento para o município para desmontar os explosivos deixados pelos criminosos. Seriam pelo menos 14 os pontos com explosivos na cidade.

Escudo humano

A quadrilha roubou bancos da cidade e usou reféns como escudo humano. Algumas pessoas chegaram a ser amarradas no carro dos bandidos. Os criminosos cercaram delegacias e quartéis. Quando fugiram, deixaram bombas espalhadas.


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