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Conta de luz vai aumentar a partir desta quarta (01); saiba até quando fica mais cara e como economizar


Em meio à crise hidrológica, a Aneel criou uma nova bandeira tarifária e conta de luz ficou mais cara para os brasileiros

Robert Sarmento
Robert Sarmento
Publicado em 01/09/2021 às 7:16
Divulgação/Celpe
FOTO: Divulgação/Celpe
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Com a criação de uma nova bandeira tarifária, chamada de 'escassez hídrica', a conta de luz vai aumentar a partir desta quarta-feira (01 de setembro) e seguirá até 30 de abril de 2022. O valor sobe de R$ 9,49 para R$ 14,20. Ou seja, a cada 100 kWh de energia consumida, vai ser cobrado o valor extra citado. O número da bandeira tarifária representa um aumento de 49,6% e a conta de luz aumenta 6,78% para os brasileiros. Segundo o Governo Federal, o objetivo é estimular a redução do consumo de energia elétrica em todo o Brasil.

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"Nós temos que ter uma geração adicional para enfrentar a escassez hídrica. Nessa geração adicional está contemplada a importação de energia da Argentina e do Uruguai, geração termoelétrica adicional", explicou André Pepitone, diretor-geral da Aneel, em coletiva de imprensa para anunciar as novas medidas na conta de luz.

Como economizar a conta de luz?

De acordo com a Aneel, o mês de agosto manteve o estado crítico dos reservatórios das usinas hidrelétricas do país. Dentre as dicas trazidas pela agência para reduzir o valor da conta de luz, estão:

  • uso racional do chuveiro elétrico (banhos de até 5 minutos e em temperatura morna);
  • do ar condicionado (manter os filtros limpos e reduzir ao máximo seu tempo de utilização);
  • da geladeira (só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário, regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções e nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira);
  • e do ferro de passar (juntar roupas para passar de uma só vez e começar por aquelas que exigem menor temperatura).

Redução Voluntária. O que é?

O Ministério de Minas e Energia também deu mais detalhes sobre o Programa de Redução Voluntária de energia elétrica, voltado para os chamados consumidores regulados, que incluem empresas. O governo vai pagar um prêmio de R$ 50 por 100 kWh reduzido. O patamar de redução é de no mínimo 10%, limitado a 20%.

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A expectativa da pasta é obter uma redução média de 15% do consumo. Se isso ocorrer, a expectativa é reduzir a demanda de energia em 914 megawatt hora (mWh) médio, volume de energia suficiente para atender 4 milhões de domicílios e que representa cerca de 1,41% da carga do Sistema Interligado Nacional.

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O programa vai perdurar até o final de 2022. Os cidadãos de baixa renda inscritos na tarifa social também poderão participar do Programa de Incentivo à Redução Voluntária do consumo de energia.

Vai ter apagão no Brasil?

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que será preciso garantir uma produção adicional de energia, a partir de outubro, para atender à demanda que não poderá ser suprida pelas usinas hidrelétricas. O órgão atualizou uma nota técnica de monitoramento das condições do setor elétrico até novembro e calculou que a quantidade adicional necessária de energia será de 5,5 gigawatts médio (GWm) entre setembro e novembro. O documento enfatiza que os reservatórios das usinas estão com as piores afluências de água em 91 anos.

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Diante da situação alarmante, cresce a preocupação dos brasileiros com relação ao risco de enfrentar um novo apagão (falta de energia) no país. Segundo cálculo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) com dados da ONS apresentados em junho, o apagão deve acontecer se a média de longo tempo de chuvas ficar abaixo dos 61,5%.

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