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Há três anos, Pernambuco perdia Graça Araújo; relembre a trajetória da jornalista e homenagens

Graça Araújo nos deixou, aos 62 anos, mas o legado dela segue vivo na memória da população pernambucana

Publicado em 08/09/2021 às 7:45
Léo Motta/Acervo JC Imagem
FOTO: Léo Motta/Acervo JC Imagem
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Há exatos 3 anos, o povo de Pernambuco perdia uma de suas vozes. Conhecida pela opinião em favor da população de classes mais baixas e a forte cobrança com as autoridades, Graça Araújo morreu aos 62 anos no dia 8 de setembro de 2018. A jornalista, que foi âncora do TV Jornal Meio-Dia durante 26 anos e também apresentava o programa Rádio Livre, na Rádio Jornal, sofreu um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVC) quando fazia exercícios em uma academia de ginástica, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Relembre a trajetória dela abaixo:

Trajetória de vida e carreira

A história de Maria Gracilane Araújo da Silva começou no município de Itambé, na Zona da Mata de Pernambuco. Durante a adolescência, Graça Araújo, teve que se mudar para São Paulo com a família com oito irmãos para tentar uma vida melhor. Aos 14 anos, ela começou a trabalhar em uma fábrica, passou pelo comércio, por uma seguradora e chegou a um banco. Ela não chegou a conhecer o pai, que faleceu quando Graça Araújo ainda era pequena.

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Inicialmente, não sonhava em ser jornalista inicialmente, mas sim médica. Ela decidiu pelo jornalismo, quando foi contratada para ser secretária de um diretor de redação de uma revista técnica, em São Paulo. Teve contato com outros jornalistas e percebeu que "se bem feito, esse ofício, eu poderia curar mais feridas, fazer mais curativos, fazer outras cirurgias, que talvez fossem mais relevantes do que essas que tanta gente sabe fazer".

Volta ao Recife

Após se formar em jornalismo, no ano de 1987, pela Faculdade Integrada Alcântara Machado, Graça Araújo voltou às origens e veio para o Recife, onde iniciou a carreira na Rádio Transamérica. Ao longo dos anos na profissão, ela também trabalhou na Rádio Clube, na TV Machete, TV Pernambuco e, finalmente, a TV Jornal, onde estreou o TV Jornal Meio-Dia, em setembro de 1992.

Em 2001, foi convidada para integrar a Rádio Jornal e apresentar o programa Rádio Livre e o Consultório de Graça, que surgiu da vontade que ela tinha, quando criança, de ser médica. Ao todo, foram 17 anos abordando e informando aos ouvintes sobre vários temas ligados à saúde.

Homenagens

Em 2010, Graça Araújo recebeu o título de cidadã recifense da Câmara Municipal da cidade. Além disso, a jornalista recebeu a Medalha do Mérito Judiciário Desembargador Joaquim Nunes Machado, condecoração dada a personalidades e magistrados que se destacam no trabalho pelo relevante serviço prestado para o campo jurídico. Graça Araújo foi declarada patrona do jornalismo pernambucano pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

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A força do legado deixado por Graça Araújo é tão forte que, após a morte, várias homenagens foram feitas. Em 2019, a 5ª edição do Troféu Comunicadores de Pernambuco, criado pelo comunicador Jaílton Arruda, teve o tema "É uma Graça na Comunicação". Na 23ª edição do Cine PE, o público não pôde contar, pela primeira vez, com a apresentação dela. Por 22 anos, ela conduziu o evento como mestre de cerimônias, apresentando as atrações do festival.

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