Homenagem

Quantas pessoas morreram no 11 de setembro de 2001? Atentado contra as Torres Gêmeas completa 20 anos neste sábado (11)

Americanos prestam homenagem a mortos no 11 de Setembro de 2001, o atentado contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos

Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 11/09/2021 às 14:34
REUTERS/ Brad Rickerby/ Direitos Reservados
FOTO: REUTERS/ Brad Rickerby/ Direitos Reservados
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Os Estados Unidos marcam, neste sábado (11), o vigésimo aniversário do 11 de Setembro, com cerimônias para homenagear os mortos nos ataques da Al-Qaeda. A data chega em uma atmosfera tensa pela caótica retirada americana do Afeganistão.

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Homenagens

Um minuto de silêncio foi observado às 8h46 (9h46 de Brasília) no memorial de Manhattan (Nova York), onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center (WTC), exatamente vinte anos após o primeiro avião sequestrado pelos terroristas ter atingido a Torre Norte.

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Mortos

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, presidiu a homenagem aos 2.977 mortos (incluindo 2.753 em Nova York) no "Marco Zero", ao lado de seus antecessores Barack Obama e Bill Clinton.

Em duas décadas, o tempo de uma geração, os ataques terroristas agora estão bem ancorados na história política e na memória coletiva dos Estados Unidos, mas a dor das famílias das vítimas e sobreviventes continua extremamente viva.

Mike Low, que perdeu sua filha Sara, comissária de bordo do avião, falou da tribuna do Memorial entre as árvores de um "lugar reconfortante de memória", em frente às duas enormes piscinas construídas no lugar das torres, nas ruínas do Marco Zero.

Por três horas, parentes das vítimas leem e evocam - muitas vezes em lágrimas - os nomes e lembranças das 2.977 pessoas que morreram nos três locais dos ataques.

A cerimônia de Manhattan é pontuada por homenagens musicais - na flauta, no violino ou canto - como com o astro americano Bruce Springsteen e seu "I'll see you in my dreams" no violão.

Minutos de silêncio são observados para o colapso das duas torres do WTC, o ataque ao Pentágono perto de Washington e a queda de um dos aviões em Shanksville, Pensilvânia, onde cerimônias de homenagem também estão sendo realizadas.

Na Times Square, o coração econômico da maior potência mundial, onde as vitórias da América são tradicionalmente celebradas, um breve momento de contemplação aconteceu.

Conflitos

Para este aniversário do 11 de Setembro, Joe Biden, de 78 anos, deve ter se preparado muitas vezes, desde sua vitória em novembro contra Donald Trump, a quem acusou de ter enfraquecido e fragmentado os Estados Unidos.

Em uma mensagem de vídeo transmitida nessa sexta-feira (10) à noite, o presidente democrata pediu "união, nossa maior força".

Depois de oito meses no cargo, ele é amplamente criticado pelo desastre do fim da intervenção militar no Afeganistão, com Washington sendo pego de surpresa pelo avanço meteórico do Talibã.

Em 20 anos, os Estados Unidos perderam 2.500 soldados e gastaram mais de US $ 2 trilhões no Afeganistão.

No final de agosto, abandonaram o país às mãos dos fundamentalistas islâmicos que haviam expulsado de Cabul no final de 2001, acusando-os de abrigar o líder da Al-Qaeda Osama bin Laden, que finalmente foi morto em 2011 no Paquistão.

Cicatriz

O ataque de 26 de agosto, reivindicado pelo braço afegão do grupo Estado Islâmico, que matou 13 jovens soldados americanos no aeroporto de Cabul - em meio a uma operação de evacuação - revoltou parte da opinião pública. Esses jovens militares eram, em sua maioria, crianças em 11 de setembro de 2001.

A morte deles é um lembrete de uma dolorosa cicatriz nos Estados Unidos: entre a memória ainda viva para dezenas de milhões de adultos americanos e uma consciência histórica mais parcial para os jovens nascidos desde os anos 1990.

É "importante que saibam o que aconteceu naquele dia, porque há toda uma geração que não entende bem", defende Monica Iken-Murphy, viúva de um operador do mercado financeiro que trabalhava na Torre Sul do WTC.

A rainha Elizabeth II prestou homenagem neste sábado às vítimas do 11 de Setembro, bem como à "resistência e determinação das comunidades que se uniram para reconstruir" após os ataques.

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