ALERTA

Ondas com até 3,5 m de altura podem atingir Bahia e Pernambuco: Quais os riscos? Especialista explica

Informe da Marinha do Brasil sobre fortes ondas é válido para as noites dos dias 23, 24 e 25 de setembro

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 23/09/2021 às 16:10
Guga Matos/Acervo JC Imagem
FOTO: Guga Matos/Acervo JC Imagem
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Esta semana, a informação de que o Brasil poderia ser atingido por tsunamis após erupção explosiva do vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, na Espanha, movimentou a internet. Na terça-feira (22), um alerta emitido pela Marinha do Brasil agitou ainda mais os internautas. Vale destacar que os fenômenos não têm relação.

De acordo com a Marinha, ondas com até 3,5 metros de altura podem atingir a faixa litorânea entre os estados da Bahia, ao norte de Salvador, e de Pernambuco, ao sul de Recife, entre as noites dos dias 23 e 25 de setembro. De acordo com o informe, a passagem de um sistema frontal sobre o sul do estado da Bahia poderá provocar agitação marítima nessas faixas litorâneas. Mas o alerta deve gerar preocupação em quem mora nas áreas litorâneas dessas regiões?

O repórter Gabriel Dias, do site da Rádio Jornal, conversou com o professor Hernande Pereira, coordenador do Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco da Universidade Federal Rural de Pernambuco (IRRD/UFRPE), que falou sobre o assunto.

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Em se tratando do alerta emitido pela Marinha, qual o nível correto de preocupação que a população deve ter?

Hernande Pereira: Nível normal de preocupação. Não é a primeira vez que esse tipo de evento ocorre no litoral nordestino, pois este evento meteorológico normalmente pode ocorrer neste período do ano (julho a setembro). Banhistas devem ter cuidados principalmente em praias desertas e desconhecidas pelos usuários. O aviso é muito mais importante para quem pretende se lançar ao mar nessa região do que para quem está em solo.

Na prática, ondas de 2,5m causam quais tipos de danos?

H.R.: A sobre-elevação do nível do mar de causa meteorológica, ou maré meteorológica é uma variação do nível do mar produzida por causas climáticas. Os danos provocados por essas Ondas devem estar concentrados na região onde a faixa de areia é curta. Nessas regiões a água pode invadir o calçadão e provocar alagamentos semelhantes aos de um dia de chuva. As condições para a navegação marítima na costa se tornam perigosas.

E no caso das ondas de 3,5m?

H.R.: Nesse caso os danos provocados pelas Ondas do alerta emitido pela Marinha são semelhantes aos de uma onda de 2,5 metros, ou seja alagamentos semelhantes ao de um dia de chuva, porém por uma extensão e gravidade um pouco maior. E se tratando da navegação as condições para essa atividade são mais difíceis para quem se lançar ao mar.

Moradores de regiões muito próximas ao mar, devem sair de suas casas?

H.R.: Moradores de Palafita e moradores muito próximos da área onde a faixa de praia é muito curta podem ser surpreendidos com água dentro de suas casas sim. Caso ela apresente alto risco de alagamento, a prudência recomenda sair da casa.

Para ficar bastante claro, qual a diferença entre um tsunami e as ondas previstas pela Marinha?

H.R.: Um tsunami é definido como uma grande onda oceânica gerada por terremotos ou outros eventos tectônicos (geológicos). Por definição, para ser considerado um tsunami, a onda precisa ter um comprimento entre 10 e 500 km. Enquanto que as ondas previstas pelo Alerta da Marinha são de origem meteorológicas.

O que não é o caso. O litoral de Pernambuco passa por vários momentos de grandes ondas durante o ano.

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