PANDEMIA

Quando vai acabar o uso obrigatório de máscaras em Pernambuco? Tem previsão?

Secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, falou sobre o assunto em coletiva de imprensa nesta quinta (23)

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 23/09/2021 às 20:00
Filipe Jordão/JC Imagem
FOTO: Filipe Jordão/JC Imagem
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O secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, falou, durante a coletiva de imprensa nesta quinta-feira (23), sobre a possibilidade de retirada da obrigatoriedade da utilização da máscara. "A gente considera muito cedo estar falando sobre abdicar do uso da máscara. Precisamos atingir percentuais de vacinação de segunda dose de forma expressiva. Há países que fazem isso de forma responsável, como Portugal, com 80% da população vacinada com as duas doses", disse Longo.

"Nós esperamos estar oportunizando duas doses para toda a população adulta, a partir dos 18 anos, até fim de novembro. Ainda deveremos estar com vacinação de parte dos adolescentes por completar a imunização no mês de dezembro. Estamos avançando fortemente, e a campanha (o Dia D, neste sábado, dia 25) busca diminuir o percentual de pessoas com a segunda dose atrasada", acrescentou.

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O secretário acredita que, com a diminuição do intervalo entre as duas aplicações de Pfizer, somada à possibilidade de o governo federal disponibilizar havendo mais doses de AstraZeneca, existe a chance de se encurtar o período em que Pernambuco alcançará de 80% a 90% da população completamente vacinada. "Aí, sim, podemos pensar em fazer uma discussão técnica sobre redução do uso da máscara, especialmente em ambientes abertos, onde tem menor exposição de risco. Isso tem que ser feito de forma muito bem trabalhada e pensada, a depender da evolução dos números da vacinação no Estado", explicou André Longo.

Quais tipos de máscaras protegem mais da covid-19?

Um estudo da Fiocruz reforçou que as máscaras cirúrgicas e máscaras de modelos de pano com duas ou três camadas apresentam maior proteção contra o novo coronavírus. Foram identificados nesses itens de proteção a presença do patógeno apenas na parte interna, e isso indica o bloqueio da transmissão, segundo a pesquisa feita durante esta pandemia da covid-19. As informações achados foram publicados na plataforma de pré-print medrxiv. Ao todo, a pesquisa analisou 45 máscaras, usadas por 28 pacientes com infecção confirmada do novo coronavírus, sendo 30 de tecido, com duas ou três camadas, e 15 máscaras cirúrgicas. Os pesquisadores encontraram fragmentos do vírus da covid-19 próximos do nariz e da boca, além das laterais da máscara, separando a camada interna e externa.

Tipos de máscaras

Máscaras de tecido: são aquelas produzidas artesanalmente em casas ou confeções com materiais não médicos, como tecido, malha ou retalhos. É o tipo mais visto nas ruas, variando muito em forma, cor, material e estilo. Elas podem ser lavadas e reutilizadas. Se você quer saber o modo correto de produção e higienização dessas máscaras caseiras, acesse esta orientação da ANVISA ou nosso post sobre isso.

Máscara cirúrgica: produzida industrialmente com materiais específicos e descartáveis, a máscara cirúrgica é normalmente utilizada por profissionais de saúde durante procedimentos. Ela apresenta como diferenciais: um material que filtra partículas menores que os tecidos comuns; a presença de um arame que permite uma melhor adequação ao contorno da área do nariz, minimizando frestas e aumentando a proteção.

Máscara N95: também são produzidas em nível industrial para profissionais de saúde. Elas buscam oferecer a melhor proteção contra aerossóis, as menores partículas respiratórias possíveis para a transmissão dos vírus. Durante procedimentos médicos, como intubações, elas são eliminadas em grande quantidade. Por isso, é necessária essa proteção maior. Para isso, elas têm várias camadas de diversos materiais, além de serem muito anatômicas, de modo a minimizar ao máximo os espaços por onde o ar poderia passar sem ser filtrado. Elas são as mais caras de serem produzidas e estão em falta até mesmo para profissionais de saúde.

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