Erupção

Após parte de cratera desabar, aumenta volume do rio de lava do vulcão Cumbre Vieja


O volume do rio de lava do vulcão Cumbre Vieja aumentou, depois que uma parte da cratera desabou, nessa segunda (4)

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 05/10/2021 às 8:48
Sunsets Sweden/ AFP
FOTO: Sunsets Sweden/ AFP
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O volume do rio de lava do vulcão Cumbre Vieja aumentou, depois que uma parte da cratera desabou, nessa segunda-feira (4). As autoridades verificaram que o fluxo se tornou maior e mais intenso depois que o lado norte da cratera desabou durante o domingo (3) causando explosões. Autoridades dizem, no entanto, que não há risco para os moradores da área. Em duas semanas, a atividade do vulcão tirou de casa 6 mil pessoas e destruiu mais de 1 mil construções.

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Sem grandes riscos

Apesar do aumento da atividade, a lava parecia estar seguindo uma trajetória semelhante aos fluxos anteriores e seguindo por áreas que, até agora, foram poupadas, disse o presidente regional das Ilhas Canárias, Angel Victor Torres. “Tivemos que ordenar alguns bloqueios por causa da qualidade do ar, mas não planejamos evacuar mais pessoas”, disse ele em entrevista ao canal de TV TVE na manhã desta segunda.

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3 vezes mais que a última erupção, em menos tempo

Torres disse que o vulcão já emitiu cerca de três vezes mais o material expelido durante a última grande erupção da ilha em 1971, em um quarto do tempo.

Ajuda à população

Ele acrescentou que o governo planeja comprar cerca de 300 casas para acomodar aqueles que perderam suas moradias Torres afirmou que é muito cedo para estimar quão grande será o dano total em função das erupções.

“Ainda estamos no meio disso. Se a lava continuar brotando nas mesmas quantidades que vimos na noite passada, o dano será maior”, disse Torres. Aproximadamente mil edifícios foram destruídos desde que a erupção começou em 19 de setembro – 6 mil pessoas foram evacuadas, principalmente das cidades de El Paso e Los Llanos de Aridane, dois dos principais centros populacionais da ilha de 83 mil habitantes.

Ao visitar a ilha, no fim de semana, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchez, prometeu recursos financeiros para ajudar na reconstrução e insistiu que La Palma é segura para o turismo.


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