ELEIÇÕES 2022

'O nosso caminho não é o caminho do atual presidente da República. Miguel Coelho é o meu pré-candidato', diz Mendonça Filho após convenção do novo partido União Brasil

O ex-ministro da Educação Mendonça Filho concedeu entrevista à Rádio Jornal e falou sobre o novo partido União Brasil

Suzyanne Freitas
Suzyanne Freitas
Publicado em 06/10/2021 às 19:00
 EMERSON LEITE/DEMOCRATAS
FOTO: EMERSON LEITE/DEMOCRATAS
Leitura:

Mendonça Filho, o ex-ministro da Educação e ex-governador de Pernambuco, reforçou que a pré-candidatura do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, se manterá apresentada mesmo diante da oficialização do novo partido União Brasil - criado a partir da fusão entre o Democratas e o PSL. Nesta quarta-feira (6), em entrevista ao Balanço de Notícias, da Rádio Jornal, Mendonça explicou que não vai antecipar nenhum debate, mas que essa conjuntura sobre as forças da oposição, que também contam com os nomes dos prefeitos de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), e de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), “se dará em um universo ampliado”, com o deputado federal e presidência nacional da nova sigla, Luciano Bivar.

“Este momento é o espaço de aglutinar forças e discutir o cenário de forma ampla. Miguel passa a ser agora não só o pré-candidato do DEM mas das forças de oposição e até especificamente do União Brasil”, afirmou. O novo partido, oficializado durante convenção realizada em Brasília, que terá o número 44, ainda precisa ser homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - que deverá ocorrer em até três meses após a análise dos ministros.

Âmbito nacional

Já no âmbito nacional, o principal questionamento é com relação ao posicionamento que o partido terá na disputa presidencial. Eleito presidente da República em 2018 pelo PSL, Jair Bolsonaro ainda não se filiou a nenhuma legenda desde que rompeu com Luciano Bivar, no ano seguinte ao pleito. Questionado sobre a possibilidade de Bolsonaro ingressar na nova legenda, Mendonça Filho crava que é necessário fugir da polarização entre o bolsonarismo e o lulismo.

“O nosso caminho não é o caminho do atual presidente da República e isso ficou muito claro no manifesto da União Brasil. Nós buscaremos alternativas e já temos alguns nomes como o do senador Rodrigo Pacheco, do ex-ministro Henrique Mandetta, do atual comunicador Datena, que se filiou ao PSL e portanto deverá permanecer na União Brasil. Essa discussão está aberta, precisamos fugir da polarização excessiva”, afirmou o ex-ministro da Educação.

Novo partido

A criação do União Brasil foi aprovada hoje em convenções individuais do Democratas e, na sequência, numa convenção conjunta. O pedido de registro do 'União Brasil será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, para o processo de homologação, que deve demorar cerca de dois a três meses. O novo partido tem 81 deputados federais, sete senadores, três governadores e R$ 160 milhões de fundo partidário. "O partido nasce com valores democráticos sólidos e foco no desenvolvimento econômico e social", afirmou.

Mendonça disse que o Novo Brasil será presidido por um pernambucano, Luciano Bivar, que tem compromisso com a democracia. “Luciano destacou o compromisso com a construção do diálogo, com o desenvolvimento econômico e social do país e com o fortalecimento das instituições”, lembrou Mendonça, reforçando a importância desses valores.

Na convenção do Novo Brasil, o secretário geral, ACM Neto leu o manifesto de criação do partido com 44 princípios, que resumem os compromissos com os brasileiros. A defesa intransigente da democracia, da liberdade de expressão e de imprensa, o repúdio a todas as formas de totalitarismo, defesa do direito inviolável da dignidade humana, contra qualquer espécie de discriminação ou preconceito, desenvolvimento econômico, equidade social, compromisso com a superação da pobreza, liberdade econômica, direito de propriedade, fortalecimento de uma política ambiental responsável e sustentável são alguns desses princípios.

Mais Lidas