PANDEMIA

'Sou chata. Ainda não acho que seja hora. Mundo não está seguro', diz médica sobre Carnaval em 2022


Médica infectologista demonstra preocupação com realização do Carnaval

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 25/10/2021 às 18:25
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FOTO: Reprodução/TV Jornal
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Em entrevista ao Balanço de Notícias, nesta segunda-feira (25), a médica infectologista, consultora de biosseguranca controle/infecções de riscos e professora titular de medicina tropical da UFPE, Sylvia Lemos, foi enfática ao afirmar que não é o momento para pensar em eventos de massa, como o Carnaval.

A especialista participa do Congresso de Medicina Tropical, que acontece online, até a próxima quinta-feira (28). Ela comentou que durante o evento, a possibilidade de realização do Carnaval já foi discutida e descartada pelos especialistas. “Nós hoje somos as pessoas mais chatas para todo mundo, cada um na sua cidade. Não é o momento para pensar a médio e longo prazo para grandes eventos de massa enquanto nós não tivermos maiores definições do que está acontecendo e o que vai acontecer no mundo”, afirmou.

Ela completou reforçando a sua preocupação. “Quando eu digo que eu sou chata é porque eu ainda não me sinto confortável para ir para esses cantos (...) Eu ainda não acho que seja hora para grandes mudanças de comportamento porque o mundo ainda não está nos dando segurança. Mas ninguém quer olhar isso. É uma negação do luto”, disse.

Vacinação

A médica comenta a importância da vacinação para controle da pandemia, mas lembra que a imunização não impede 100% a transmissão do vírus. “A gente não sabe o que está acontecendo, o que vai acontecer e a gente sabe que a vacina ajuda e muito, mas ela não impede 100% a transmissibilidade. Por outro lado, ainda tem pessoas que não se vacinaram, com nenhuma dose”, comentou.

Confira a entrevista completa:


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