Economia

Modo de fazer Pix muda a partir de sexta-feira (29); Como as novas regras afetam você?


O Pix é uma das formas mais populares de realizar transações financeiras, hoje em dia. E a ferramenta muda, a partir desta sexta-feira, 29 de outubro

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 28/10/2021 às 6:49
Marcello Casal Jr./ABr
FOTO: Marcello Casal Jr./ABr
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A partir de sexta-feira (29), quem quiser fazer um Pix terá que ficar atento a algumas mudanças. As novidades prometem trazer mais facilidade para realizar esse tipo de operação. O Banco Central vai por em operação a terceira fase do Open Banking, permitindo que os chamados 'iniciadores de pagamentos' possam atuar diretamente com os pagamentos instantâneos. Isso muda a forma como o usuário já está acostumado a utilizar o Pix.

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O que muda?

De acordo com o Banco Central, fazer um Pix para pagamentos de compras ou serviços em aplicativos terceiros terá uma redução de sete para três passos, levando-se em conta o mecanismo financeiro tecnológico para efetuação dos pagamentos.

A principal vantagem para o usuário será conseguir efetuar os pagamentos sem a necessidade de abrir o aplicativo do banco, o que até então era necessário para conseguir fazer a transferência.

A partir desta sexta-feira (29), os iniciadores de pagamentos poderão oferecer o Pix como opção de pagamento, sendo autorizados a realizar a operação dentro do seu próprio ambiente.

Um exemplo é um pedido feito no aplicativo de delivery iFood. Atualmente, para um pagamento via Pix, o usuário que deseje pagar neste formato recebe a chave Pix, um código ou QR Code e precisa sair do aplicativo do iFood, acessar a conta bancária e realizar a transação com os dados.

Com a entrada da terceira fase do Open Banking a transação será feita no próprio aplicativo que oferece o serviço desejado, no caso mencionado, o iFood. Bastará autorização do usuário, sem se precisar sair de um aplicativo para outro. Longe dos olhos do usuário, a autorização do pagamento segue sendo feita pela instituição financeira na qual ele tem conta, o que continua garantindo a segurança da transação.

De acordo com o Banco Central, a nova funcionalidade é válida para aplicativos, assim como também sites de compras. Quem prefere ainda acessar o ambiente do aplicativo do banco para efetuar o pagamento também poderá continuar a fazer de tal modo.

O iniciador de transação de pagamento (ITP) começa a transação de pagamento ordenada pelo usuário final, no entanto, não gerencia conta de pagamento, nem detém os fundos das transações iniciadas, por isso é possível que o cliente efetue pagamentos ou transferências presenciais ou na internet, sem a utilização de cartão e sem ter que acessar diretamente o ambiente da instituição onde o cliente tem conta.

Sobre o Open Banking

O Open Banking está em vigor desde 1º de fevereiro. A primeira etapa permitiu o compartilhamento de informações sobre produtos, serviços, canais de atendimento e localização de agências. Com base nos dados, os bancos podem
fazer comparações, por meio de sistemas de interface de programação de aplicações. A segunda fase, que envolve o compartilhamento de cadastros e de transações entre as instituições financeiras, passou a vigorar no dia 13 de
agosto.

A terceira fase, que envolve o os pagamentos com Pix, deveria ter entrado em vigor no fim de agosto, mas foi adiada para o dia 29 de outubro. A quarta etapa, que prevê a troca de informações sobre serviços de câmbio, de investimentos, de previdência e de seguros, está prevista para o mês de dezembro.


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