Economia

Bolsonaro x Petrobras: Vai ter novo reajuste dos combustíveis nos próximos dias?

Bolsonaro anuncia reajuste nos combustíveis. Petrobras se pronunciou sobre informações divulgadas pelo presidente

Com informações do SBT
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Publicado em 02/11/2021 às 10:36
Bruno Campos - JC Imagem
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou, nessa segunda-feira (1º), na Itália, que a Petrobras aumentaria os preços dos combustíveis, nos próximos 20 dias. A empresa se pronunciou sobre o assunto, em resposta a notícias referentes à declaração dada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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O que Bolsonaro disse?

À imprensa, Bolsonaro pontuou: "a Petrobras já anuncia, eu sei extraoficialmente, novo reajuste [dos preços] daqui a 20 dias. A gente não aguenta, porque o preço do combustível está atrelado à inflação e, falou em inflação, você perde o poder aquisitivo, e a população não está com salário preservado ao longo dos últimos anos".

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O que a Petrobras disse?

A Petrobras disse, também nessa segunda, em nota, que não antecipa decisões referentes a reajuste no preço dos combustíveis e que o Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) não tomou qualquer decisão ainda não anunciada para o mercado.

Em seu comunicado, a estatal, além de não confirmar o aumento no valor dos combustíveis citado pelo chefe do Executivo, disse que "ajustes de preços de produtos são realizados no curso normal de seus negócios e seguem as suas políticas comerciais vigentes".

A Petrobras acrescentou que não só respeita uma prática de preços competitivos e equilibrados com o mercado, mas também evita repassar imediatamente as volatilidades externas e da taxa de câmbio decorrentes de eventos conjunturais.

Privatização

Na mesma ocasião na qual falou sobre um futuro reajuste nos combustíveis, Bolsonaro disse que iniciar um processo de privatização da Petrobras seria o "ideal". Ainda em suas palavras, porém, "isso daí não é botar na prateleira hoje e votar amanhã. Esse processo vai durar mais de ano".

Segundo o presidente, "a Petrobras é em parte estatal e monopolista. A política não deve ser essa". "Se bem que o vilão do preço dos combustíveis é o ICMS, que incide em cima do preço final da bomba, e não na origem, que seria na refinaria ou na usina", completou.

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