PANDEMIA

'Terceira dose não tem nada a ver com o Carnaval', afirma médico


Avanço da vacinação contra a covid-19 tem deixado muita gente na expectativa para realização do Carnaval 2022

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 18/11/2021 às 18:25
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Muita gente tem demonstrado empolgação para a realização da folia de momo no próximo ano diante do ritmo acelerado da vacinação contra a covid-19, inclusive com ampliação da aplicação da dose de reforço. Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (18) o médico e representante da Sociedade Brasileira de Imunizações, Eduardo Jorge da Fonseca, deixou claro que a terceira dose da vacina contra a covid-19 não tem relação com a realização do Carnaval em 2022.

"A terceira dose não tem nada a ver com o Carnaval. Foi uma necessidade que se observou que após cinco meses do término do esquema de duas doses há uma redução da proteção e a gente precisa expandir essa proteção com a terceira dose", frisou.

Ele ainda reforçou que não só a vacina é importante no combate à covid-19. "Precisamos garantir que teremos um 2022 mais tranquilo. Para isso, precisamos do esforço e da compreensão de cada um para continuar com as medidas não-farmacológicas, como o uso de máscara. Isso permitirá que Pernambuco continue bem e mais tranquilo. Isso é muito mais importante do que ter ou não ter carnaval, que é a gente garantir que em 2022 teremos emprego, trabalho e normalidade”, completou.

Sem definição sobre Carnaval 2022

O Governo de Pernambuco ainda não bateu o martelo sobre o Carnaval 2022. O motivo ainda é a pandemia da covid-19. Apesar do avanço da vacinação, o vírus SARS-CoV-2 continua em circulação no território brasileiro.

Segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo, a realização ou não do Carnaval 2022 em Pernambuco está em debate no comitê, que se reúne semanalmente para discutir diversos temas, inclusive a possibilidade de festas de réveillon e o próprio festejo carnavalesco. "Estamos discutindo cenários para esses eventos, mas é certo que neste momento ainda é cedo para tomarmos decisões acerca desses eventos, especialmente do carnaval, que se realiza de forma concomitante, neste ano [2022], no final de fevereiro, com nosso período de maior sazonalidade de ocorrência de doenças respiratórias", comentou.


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