LUTO

Bebê que se enforcou com alça de mochila em creche não resiste e morre em hospital


O bebê Pedro Henrique, de 1 ano e 3 meses, estava internado em estado grave na UTI de um hospital de Porto Alegre.

Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 25/12/2021 às 17:03
Reprodução / Primeiro Impacto SBT
Bebê Pedro Henrique Azevedo Brum, de um 1 ano e 3 meses, estava internado em estado grave na UTI pediátrica do Hospital Universitário de Canoas. - FOTO: Reprodução / Primeiro Impacto SBT
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Morreu, nesta sexta-feira (24), o bebê Pedro Henrique Azevedo Brum, de um 1 ano e 3 meses, que estava internado em estado grave na UTI pediátrica do Hospital Universitário de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Ele se enforcou acidentalmente, na última terça-feira (21), na alça de uma mochila que estava pendura em sala de aula dentro da creche.

A mãe, a promotora da Ambev Gilvane de Azevedo Nunees, está em choque. "Perder meu filho dessa forma. De qualquer forma é difícil, mas dessa forma não tem como superar", afirmou.

A família recebeu de manhã a confirmação de que o bebê teve morte encefálica. Segundo a mãe, o que aconteceu com o filho não foi um acidente. Ela acredita em negligência.

"Para mim foi assassinato. Foi um assassinato. Porque meu filho não ficava sozinho nem um minuto dentro da minha casa. Porque eu conhecia o filho que eu tinha. Meu filho era muito ativo", pontuou.

Ela diz ainda que tinha avisado a creche sobre o filho ser ativo. Havia pouco mais de dois meses que Pedro Henrique frequentava a creche particular em Canoas.

Bebê morre após se enforcar com alça de mochila


Em depoimento à polícia, a professora disse que viu a criança brincando perto do local e notou que o menino se debatia. Mas não percebeu a gravidade no momento.

"Ela viu e achou que ele tava brincando. Pelo amor de Deus, gente, que tipo de brincadeira é essa que a criança vai estar fazendo, vai estar se agonizando, se debatendo e tu não vai ver?", disse Gilvane.

A perícia analisa as imagens de sete câmeras de segurança da creche. A polícia trata o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

"As marcas que a gente vê no pescoço da criança são marcas de quem se enforcou involuntariamente. Se ela tivesse, por exempl,o morta por esganadura, a gente teria marcas completamente diferentes", explicou o delegado Pablo Queiroz Rocha.

A direção da creche lamentou o caso e disse que vai assumir a responsabilidade. Segundo o delegado, mesmo que a morte tenha sido acidental, a creche será punida.

"Pessoas serão indiciadas, sim. Mas não é só isso que a gente tem que buscar. Tem que melhorar as estruturas que temos para os nossos filhos porque as creches, sem dúvida alguma, fazem parte do processo produtivo.

As mães e os pais precisam sair pra trabalhar e alguém precisa cuidar dos nossos filhos", disse o policial Rocha. "Eu nem sei se eu tenho mais coração. Meu coração está batendo por causa da minha outra filha. Só por causa disso", falou a mãe de Pedro Henrique.


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