GRIPE H3N2

Gripe H3N2: como evitar, quais os sintomas e a eficácia da vacina


A infecção causada pelo H3N2 gera sintomas respiratórios clássicos, mas existem diferenças. Saiba mais

Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 28/12/2021 às 16:20
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A gripe H3N2 tem alguns sintomas parecidos com o da covid-19 - FOTO: Foto: reprodução
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O novo tipo H3N2 do vírus da gripe (influenza) vem gerando surtos da doença em várias cidades brasileiras, após uma recente epidemia no Rio de Janeiro. 

Dianta da pandemia de covid-19, mesmo que em um cenário de melhor controle, é necessário conhecer os sintomas da nova gripe H3N2, para evitar confusões com a própria covid-19. 

Que gripe é essa H3N2? 

A infecção causada pelo H3N2 gera sintomas respiratórios clássicos, dá um mal-estar intenso e é mais perigosa para idosos, crianças e portadores de comorbidades.

A suspeita é de que o vírus H3N2 se espalhou no Brasil fora de hora devido a dois fatores: a baixa adesão à vacina da gripe e o relaxamento das medidas que estavam sendo tomadas para frear o coronavírus.

Existe vacina para a H3N2?

Para impedir que ela avance e concorra com a Covid-19, que vive seu momento “volta dos que não foram”, será necessário intensificar a imunização.

A vacina da gripe, disponível para todos os brasileiros nos postos de saúde, ajuda a proteger contra esse novo subtipo do influenza, que foi batizado de H3N2 Darwin, embora ele em si não esteja contemplado na fórmula.

Quais os sintomas da nova gripe H3N2?

Os sintomas clássicos da gripe sazonal são febre súbita, tosse (geralmente seca), dor de cabeça, dores musculares e articulares, mal-estar, dor de garganta e coriza. A tosse pode ser forte e durar duas ou mais semanas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

No caso do H3N2, os sintomas são os mesmos, com o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em idosos e imunocomprometidos.

“O que muda, neste caso, é que o surto é considerado fora de época e é consequência do relaxamento das medidas de proteção, como o uso de máscaras”, explica o diretor do Laboratório Multipropósito do Instituto Butantan, Renato Astray.

“O problema, deste ano, é que estávamos há dois anos usando máscara e ela protege tanto contra a influenza quanto contra o SARS-CoV-2, já que ela inibe o contato com vírus respiratórios”, diz Astray.

Qual a diferença entre H3N2 e covid-19?

No início da pandemia, a OMS divulgou que os infectados apresentavam sintomas como febre, tosse seca, cansaço e perda do paladar ou do olfato. Após o surgimento das variantes, os sintomas clássicos sofreram mudanças.

À medida que a variante delta, descoberta na Índia em outubro de 2020, se espalhava pelo planeta, os sintomas mais comuns da doença passaram a ser febre, tosse persistente, coriza, espirros e dor de cabeça e garganta. Características semelhantes à gripe sazonal. A perda de paladar e de olfato deixou de ser relatada.

Já as infecções pela variante ômicron, descoberta na África do sul em novembro, demonstraram outro padrão sintomático, segundo a médica Angelique Coetzee, presidente da Associação Médica da África do Sul. Segundo a médica, pacientes infectados pela ômicron apresentavam sintomas como dores pelo corpo, dor de cabeça, dor de garganta e, sobretudo, um cansaço extremo que ela não via nos que contraíram a delta

 


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