CRIME

Caso Beatriz: mãe da menina discorda da polícia e diz acreditar que crime teve mandante


Para Lucinha Mota, problemas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ocorreu o crime, podem ser a motivação do assassinato de Beatriz

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 12/01/2022 às 13:29
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BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Lucinha Mota é mãe de Beatriz Angélica, morta a facadas há pouco mais de seis anos em Petrolina - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Após a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) revelar detalhes até então desconhecidos do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos, como a motivação do crime e a ausência de mandates, a mãe da garota, Lucinha Mota disse que não acredita que sua filha tenha sido morta de forma aleatória e que ela tenha sido escolhida pelo suspeito.

"Eu acredito [que ele seja o assassino], pelos elementos que eles apresentaram, que é o exame de DNA, que é incontestável, e as características físicas. Mas isso só não é suficiente", declarou.

"Isso é uma fé de mãe, uma fé da família que está desesperadamente em busca de justiça. Então a gente se apega a tudo e todos os detalhes", completou.

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Mandante do crime

Apesar das autoridades afirmarem que o suspeito agiu sozinho e sem mandante, Lucinha Mota acredita que o assassino de Beatriz tenha agido a mando de alguém. A mãe de Beatriz afirmou, ainda, que problemas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, onde ocorreu o crime, podem ser a motivação.

"Todo crime tem uma motivação e a forma como foi praticada é muito violenta, praticada com muito ódio. Eu já conversei com diversos especialistas, nosso advogado, doutor Alex, é a pessoa certa para falar a respeito, mas ali existe uma relação entre as duas partes. Foi da família? Não foi, porque eles não encontraram, porque não tem", pontuou.

"Nós não tínhamos inimigos, não tínhamos rixa, não tínhamos dívidas, não tínhamos problema nenhum. Mas o colégio tem", concluiu.

Embora a polícia não tenha divulgado a identidade do suspeito, segundo o portal G1, ele chama-se Marcelo da Silva, de 40 anos. Ele já estava preso em Salgueiro, no Sertão do Estado.

Relembre o caso Beatriz

Beatriz Angélica Mota foi morta no dia 10 de dezembro de 2015, aos 7 anos, durante uma festa de formatura da escola em que estudava na cidade de Petrolina, no Sertão Pernambuco. O pai da menina era professor da escola.

A criança desapareceu quando avisou à mãe que iria beber água. Após estranhar a demora da filha, as pessoas começaram a procurar pela menina, que foi encontrar morta com 42 facadas, dentro de uma sala desativada.

O caso se arrastava há mais de 6 anos. A mãe de Beatriz, Lucinha Mota, nunca desistiu de lutar por justiça pelo assassinato da filha e realizou diversas manifestações ao longo dos últimos anos.

No final de 2021, ela fez uma romaria, saindo de Petrolina até a capital pernambucana para cobrar pessoalmente ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara, pelo desfecho do caso.

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