CASO BEATRIZ

CASO BEATRIZ: "fique caladinha, não saia", disse assassino confesso na hora do crime; veja depoimento


Beatriz Angélica foi morta aos 7 anos de idade na festa de formatura do colégio em que estudava e seu pai era professor.

Gustavo Henrique
Gustavo Henrique
Publicado em 17/01/2022 às 10:20
Notícia
Arquivo Pessoal / Cortesia
CASO BEATRIZ Menina Beatriz foi morta aos 7 anos com 42 facadas durante uma festa na escola onde estudava em Petrolina, no Sertão de Pernambuco - FOTO: Arquivo Pessoal / Cortesia
Leitura:

Com informações do G1 e Fantástico

O homem apontado como suspeito de ter matado a menina Beatriz Angélica, em uma escola particular em Petrolina, Sertão de Pernambuco, em dezembro de 2015, disse, em depoimento, que o assassinato não foi premeditado e que só atacou a garota depois que ela começou a gritar, para silenciá-la. Os documentos foram obtidos, com exclusividade, pelo Fantástico, e exibidos no programa deste domingo (16), na TV Globo.

CASO BEATRIZ: "Quatro peritos afirmam que a digital palmar pertence a um ex-aluno do colégio", diz mãe

Marcelo da Silva, de 40 anos, que confessou o crime, contou detalhes do assassinato à Polícia Civil. De acordo com o G1, o depoimento foi dado a dois delegados da força-tarefa responsável pela investigação do caso, logo depois de o DNA contido na arma do crime apontar que ele seria o assassino.

Câmeras de segurança mostram Marcelo, no dia do crime, em frente ao colégio onde Beatriz estava. Primeiramente, ele negou aos policiais que era a pessoa nas imagens, mas depois admitiu e disse que tentou roubar uma moto e que estava sem dinheiro para voltar para casa.

"Aquela mexida na moto... Eu não sei se é o instinto de ladrão ou era a vontade de ir para casa. Se aquela moto pegasse, eu iria para casa. Se ela pegasse, tinha evitado essa tragédia aí", declarou.

Caso Beatriz: MPPE pede novas perícias após SDS não esclarecer todos os detalhes do crime

Ele contou, ainda, não saber ao certo onde conseguiu a faca e que não sabia estar entrando em uma escola. "Eu pensei que estava entrando numa igreja. Aí , quando eu fui entrar, eu fui barrado por alguém que eu acho que viu meu estado de embriaguez", disse.

Depois de ser barrado, ele teria voltado ao colégio, desta vez para beber água. Segundo ele, foi nesse momento que encontrou Beatriz perto do bebedouro, que ficava próximo ao depósito onde o corpo dela foi encontrado. A menina teria percebido que ele carregava uma faca.

.

Marcelo foi flagrado por câmeras de segurança no dia do crime.
Foto: Reprodução/TV Globo - Marcelo foi flagrado por câmeras de segurança no dia do crime.

"Ela disse 'você está com uma faca aí'. Aí eu gritei 'cala a boca'. Aí eu, com medo de ela correr, disse 'entra aí'. Aí botei ela pra dentro do quarto. Eu disse 'fique caladinha, não saia, não, enquanto eu não for embora. Eu já estou indo embora, fique bem quietinha'. Aí sabe o que aconteceu? Ela começou foi a gritar", afirmou, em depoimento.

Colégio em que menina foi morta emite nota após prisão do assassino confesso

Marcelo disse, então, que teria ficado com medo de descobrirem que ele estava com uma faca por causa dos gritos da menina e, por isso, teria decidido atacá-la.

O que disse a família de Beatriz?

Em entrevista para o Fantástico, os pais disseram acreditar que Marcelo realmente seja o assassino de Beatriz, mas afirmaram que muitas perguntas ainda precisam ser respondidas.

Caso Beatriz: Lucinha Mota diz que 'problemas da escola' podem ter motivado crime

"Ela não faria isso. Beatriz, ela não iria confrontá-lo. Beatriz, mesmo que ele tivesse com uma arma na mão, ela é muito inocente, ela não se sentiria em um local de risco. Ela não saberia se estava ali num momento de risco. Eu tenho convicção que Beatriz foi beber água e ele abordou ela de forma brusca e tirou a vida dela", declarou a mãe da menina, Lucinha Mota.

Veja também: polícia apresenta detalhes após suspeito ser identificado

 

Comentários


Mais Lidas